Cenário de guerra: campo-grandense que mora em Araçatuba relata medo após ataques a banco

A cidade amanheceu com 3 mortos nas ruas, sendo dois moradores que foram feitos reféns
| 30/08/2021
- 15:30
Cenário de guerra: campo-grandense que mora em Araçatuba relata medo após ataques a banco
(Reprodução)

Um cenário de guerra: assim foi descrito o que aconteceu na madrugada desta segunda-feira (30), em Araçatuba, interior paulista, onde uma quadrilha fez moradores reféns em um mega assalto, que teve explosões e mortes de três pessoas, entre elas duas reféns.

Um morador que não quis se identificar contou ao Jornal Midiamax que ficou muito assustado com tudo que ocorreu durante a madrugada desta segunda, quando de 20 a 30 criminosos invadiram a cidade fazendo moradores reféns. Foram usados explosivos nas agências bancárias, que ficaram destruídas.

“Parecia uma guerra”, disse o morador que falou sobre os tiros disparados que assustaram a todos, além das explosões nos bancos. “Foi assustador, fiquei com muito medo”, revelou. Um dos reféns, Renato Bortolucci, acabou morrendo durante o tiroteio entre os bandidos. Ele era casado e tinha filhos. Um dos bandidos também morreu. Em um dos carros foram encontrados malotes com o dinheiro roubado do banco. Os valores roubados não foram revelados.

Por causa desse mega assalto a divisa de São Paulo com está em alerta. Segundo o capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), Moreira, as forças de segurança de Três Lagoas foram avisadas sobre o assalto e um pedido de alerta foi feito para que fosse reforçada a divisa com São Paulo, já que existe uma possibilidade de que os criminosos tenham tentando atravessar para Mato Grosso do Sul. Mas, as autoridades de segurança acham pouco provável que os criminosos tenham vindo para o Estado. 

Vídeos gravados pelos moradores mostram alguns reféns colocados em cima de capôs de carros e outro do lado de fora pendurado. Todos os reféns foram libertados.

Assaltos a bancos em MS x explosões

Um dos casos que mais teve repercussão no Estado foi a explosão do em Sonora. Em 18 de abril de 2016, grupo fortemente armado explodiu a agência do Banco do Brasil. Além de explodir o banco, membros da quadrilha permaneceram na frente da delegacia da cidade, além do batalhão da Polícia Militar, atirando a todo momento para evitar que os agentes conseguissem sair. O banco foi totalmente destruído. Dois meses e meio depois, parte da quadrilha foi apresentada pelo Garras e Ronalth já havia sido identificado e indiciado.

Já em Pedro Gomes, cidade a 296 quilômetros de Campo Grande, uma agência bancária foi alvo de bandidos, no dia 10 de novembro. O teve que ser acionado para conter as chamas da agência bancária que foi arrombada e explodida pela quadrilha. Os suspeitos teriam utilizado dois carros e armamento de grosso calibre. Na fuga, eles chegaram a espalhar ‘miguelitos’, artefatos feitos com pregos para dificultar a ação policial e evitar perseguição.

Em abril de 2019, uma quadrilha que explodiu um cofre de uma agência bancária, na cidade de Coronel Sapucaia, a 380 quilômetros de Campo Grande, teria levado o valor de R$ 100 mil do banco. Houve tiroteio na cidade que assustou os moradores e durou aproximadamente 1 hora. A quadrilha usou fuzis, um super lança-chamas e bombas para abrir o cofre do banco.

 

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