21 integrantes da máfia dos cigarreiros são condenados e penas somam mais de 500 anos

No dia 22 de janeiro, foi publicada a condenação de 21 membros da máfia dos cigarreiros, alvos da Operação Nepsis, que em 2018 prendeu noivo e convidados durante cerimônia de casamento em um resort de Maceió (AL). Ao todo, as condenações somam 547 anos de prisão ao grupo considerado responsável por prejuízo de mais de […]
| 27/01/2021
- 17:00
21 integrantes da máfia dos cigarreiros são condenados e penas somam mais de 500 anos
Alvos da operação atuavam no contrabando de cigarros (Arquivo) - Alvos da operação atuavam no contrabando de cigarros (Arquivo)

No dia 22 de janeiro, foi publicada a condenação de 21 membros da máfia dos cigarreiros, alvos da Operação Nepsis, que em 2018 prendeu noivo e convidados durante cerimônia de casamento em um resort de Maceió (AL). Ao todo, as condenações somam 547 anos de prisão ao grupo considerado responsável por prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.

A sentença é do juiz federal Ney Gustavo Paes de Andrade, de Ponta Porã. Considerado uma das lideranças da , Ângelo Guimarães Ballerini, que recentemente teve habeas corpus negado por condenação da Operação Teçá, foi condenado a 64 anos, 10 meses e 12 dias de prisão. Valdenir Pereira dos Santos foi condenado a 66 anos, 8 meses e 19 dias.

Já Oziel Vieira de Souza deve cumprir 26 anos e 4 meses de reclusão. Cleberson José Dias foi condenado a 26 anos, 7 meses e 6 dias. André Luiz Casalli a 25 anos, 9 meses e 6 dias. José Marcos Antônio cumprirá pena de 31 anos, 7 meses e 6 dias. Diogo Machado dos Santos Leite foi condenado a 34 anos, 7 meses e 6 dias.

Valdecil da Costa Loyo foi condenado a 13 anos, 3 meses e 6 dias, assim como Josemar dos Santos Almeida, Erico Pereira dos Santos, Adel Pereira Costa, Sidnei Lobo de Souza, Jean Felix de Almeida e Altair Gomes de Andrade. Rogério Rodrigues de Lima foi condenado a 14 anos, 8 meses e 12 dias. Fábio Garcete a 28 anos, 9 meses e 6 dias.

A José Carlos Guimarães Ballerini foi imputada pena de 37 anos, 7 meses e 6 dias, já a Gilvani da Silva Pereira, 23 anos, 8 meses e 12 dias. Elcio Alves Costa foi condenado a 27 anos, 8 meses e 12 dias. Cleverton da Cunha Pestana a 24 anos, 1 mês e 6 dias, bem como Aparecido Mendes da Luz Junior.

As imputações atribuídas a Aparecido Cristiano Fialho, Joacir Ratier de Souza, Alisson José Carvalho de Almeida e José Roberto de Santos foram declinadas para competência da Auditoria Militar de Campo Grande, que deve julgar.

Operação Nepsis

A investigação teve início quando a corregedoria da PRF constatou que alguns dos seus policiais estavam envolvidos com o contrabando de cigarros. Foi solicitado apoio e a investigação da Polícia Federal para que fossem atingidos na ação também os demais integrantes da organização criminosa que não fazem parte da instituição.

Com o objetivo de desarticular organização criminosa de grande porte especializada no contrabando de cigarros e combater a corrupção policial que facilita o contrabando, a Polícia Federal deflagrou em 22 de setembro de 2018 a operação em cinco Estados, sendo eles: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas. Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da Organização Criminosa, encontram-se policiais da PRF, da Polícia Militar e da do Estado do Mato Grosso do Sul.

Só em 2017, acredita-se que os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 (mil e duzentas) carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os valores em mercadorias contrabandeadas atingem cifras superiores a R$ 1,5 bilhão (um bilhão e meio de reais).

Foram apreendidas grande quantidade em dinheiro em resort, casas, e apreendidos carros e embarcações de luxo, além de armamento pesado e cargas de cigarros contrabandeados. A quantidade de dinheiro apreendido ainda não foi divulgada.

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