Polícia

Após 4h, marido de empresária é levado pelo Gaeco em operação contra corrupção na publicidade

O advogado Guilherme Garces, que representa a proprietária da Atua Comunicação, informou nesta quarta-feira (19) após 4h de buscas na casa que o marido dela foi levado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para prestar depoimento. A mulher, que tem 71 anos, seguiu para a sede do Grupo no carro […]

Evelin Cáceres Publicado em 19/02/2020, às 10h33 - Atualizado às 15h30

Operação deflagrada em Rondônia realizou buscas em Campo Grande com apoio do Gaeco (Henrique Arakaki, Midiamax)
Operação deflagrada em Rondônia realizou buscas em Campo Grande com apoio do Gaeco (Henrique Arakaki, Midiamax) - Operação deflagrada em Rondônia realizou buscas em Campo Grande com apoio do Gaeco (Henrique Arakaki, Midiamax)

O advogado Guilherme Garces, que representa a proprietária da Atua Comunicação, informou nesta quarta-feira (19) após 4h de buscas na casa que o marido dela foi levado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para prestar depoimento.

Após 4h, marido de empresária é levado pelo Gaeco em operação contra corrupção na publicidade
O advogado Guilherme Garces, que representa a família (Henrique Arakaki, Midiamax)

A mulher, que tem 71 anos, seguiu para a sede do Grupo no carro do advogado. De acordo com Garces, foi expedido um mandado de busca e apreensão pela 4ª Vara de Porto Velho (RO) apenas para apreensão de documentos.

A empresa, que tem contratos em Rondônia, estaria em nome da mulher e da filha. Apesar da operação ser daquele Estado, a empresária foi alvo das buscas em Campo Grande, onde mora, no bairro Vilas Boas.

Foi deflagrada nesta quarta-feira (19) a Operação Propagare contra corrupção, fraudes em licitações e organização criminosa. O secretário municipal de Porto Velho e jornalistas estariam na mira da operação.

A operação é um desdobramentodas Operações Termópilas, em 2011 quando foram cumpridos 71 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva e temporária. Foi descoberta na época, a corrupção na Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia no desvio de verbas do SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2014 foi deflagrada a Operação Plateias, que cumpriu 27 mandados contra organização criminosa, formada por lobistas e agentes públicos, que teriam desviado mais de R$ 57 milhões, em contratos que chegavam a quase R$ 300 milhões, em oito secretarias de Rondônia onde foram encontradas irregularidades em processo licitatórios.

Na Operação Propagare descobriu-se a estrutura criminosa envolvendo servidores públicos, diversas empresas do ramo de publicidade e agentes políticos, que praticaram ilícitos de corrupção, crimes licitatórios e organização criminosa a fim de direcionar licitações para contratação de serviços de publicidade e propaganda.

As contratações ilícitas tiveram início no ano de 2011, sendo os contratos aditivados ao longo do tempo. Os envolvidos direcionavam as licitações de publicidade para beneficiar a empresa investigada, que de forma ilícita, superfaturava e subcontratava outras empresas pertencentes a familiares. Os prejuízos causados à Administração Pública, até o momento, ultrapassam milhões de reais, uma vez que as empresas investigadas já receberam dos cofres públicos estaduais mais de R$ 120 milhões.

Jornal Midiamax