Acusado de matar esposa é denunciado pelo Ministério Público e vira réu por feminicídio

Rômulo Rodrigues dias, 34 anos, virou réu na Justiça sob a acusação de matar e ocultar o corpo da esposa Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos. Na denúncia oferecida pelo Ministério Público e acatada nesta quinta-feira (02) pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, o promotor Wilson […]
| 03/07/2020
- 01:09
Acusado de matar esposa é denunciado pelo Ministério Público e vira réu por feminicídio
Graziela está desaparecida desde abril deste ano / Imagem: Divulgação - Graziela está desaparecida desde abril deste ano / Imagem: Divulgação

Rômulo Rodrigues dias, 34 anos, virou réu na Justiça sob a acusação de matar e ocultar o corpo da esposa Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos. Na denúncia oferecida pelo Ministério Público e acatada nesta quinta-feira (02) pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do de Campo Grande, o promotor Wilson Canci Júnior cita que a versão de Rômulo durante a investigação policial é “fantasiosa”.

As investigações sobre o de Graziela foram conduzidas pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) que encontrou evidências que comprovam crime, as quais o Ministério Público elenca na denúncia – como sangue na casa e carro do casal. Rômulo nunca confessou o crime e o corpo de Graziela até hoje não foi encontrado.

“(…) a versão fantasiosa apresentada pelo denunciado foi desvendada pela prova pericial realizada no veículo e na residência do casal, além de vários depoimentos colhidos durante a fase investigativa onde se demonstrou inúmeras contradições apresentadas pelo denunciado e seu propósito de ocultar o bárbaro homicídio por ele praticado”.

Na versão “fantasiosa” – de acordo com o Ministério Público -, Rômulo afirmou que a esposa teria ido embora para o Paraná no dia 6 de abril, pois assumiu um relacionamento homossexual. Na mesma data, ele foi até a empresa, onde trabalhava junto com a esposa, ocasião em que entregou o uniforme e as chaves que estavam com Graziela. Nesse dia, Rômulo teria dito ao proprietário da empresa que a vítima pediu para comunicar que não iria mais trabalhar porque tinha se mudado para o Paraná.

“Na verdade, o denunciado, por razões não esclarecidas até o presente momento, matou a vítima no interior da edícula desocupada e transportou seu corpo no veículo corsa pertencente ao casal para lugar desconhecido com a intenção de ocultar o cadáver”, denunciou o promotor.

Ainda, a denúncia cita que Graziela tentava romper o relacionamento que se iniciou em 2017, mas não conseguia porque, além de agredi-la, Rômulo a ameaçava de morte. O corpo da mulher não foi localizado até hoje.

Rômulo foi denunciado por feminicídio e ocultação de cadáver. O juiz já marcou data da primeira audiência para 25 de agosto, quando serão ouvidas testemunhas de acusação. Por conta da pandemia, a audiência ocorre pela plataforma Google Meet.

O caso

Graziela desapareceu no dia 5 de abril deste ano e após as investigações apontarem para crime, Rômulo foi preso preventivamente no dia 17 de junho como principal suspeito. Durante as investigações, foi identificado que Rômulo chegou a pesquisar na internet sobre esquartejamento. Ainda havia buscas sobre um medicamento de efeito anestésico. No entanto, mesmo após a prisão preventiva, Rômulo não se manifestou sobre o crime.

No dia 22 de maio, o Midiamax noticiou que vestígios de sangue foram encontrados no carro de Rômulo, após perícia. As amostras foram coletadas no banco traseiro do Corsa do suspeito. Dois dias antes, na noite de 20 de maio, policiais da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) e equipe da Perícia foram até a casa de Graziela, onde foi feito teste com luminol.

Com o teste, várias marcas de sangue foram encontradas. Em uma dispensa, a marca que indicava material genético, no caso sangue, indicava uma pegada humana. Em um cômodo, que não seria dentro da casa deles, uma poça de sangue de 1,5 metro de comprimento por 2,5 metros de largura.

No tanque, pia, em uma toalha e em uma escova de lavar roupas também havia vestígios de sangue.

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