Seis casas de apoio a membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) eram mantidas em Campo Grande em várias regiões da cidade para familiares de internos presos no Presídio Federal da Capital. O aluguel de uma das casas, localizada no bairro Guanandi custava R$ 5 mil.

Os aluguéis das casas eram pagos com dinheiro vindo do tráfico de drogas da facção. As outras casas descobertas pela Polícia Federal estão no bairro Jardim Leblon, outras duas no bairro Parati, sendo uma delas em um condomínio fechado e outra no Jardim Tijuca. Seis detentos estão sendo investigados por trocar mensagens e serem líderes da facção.

Durante a deflagração da Operação Krimoj, na mansão localizada no bairro Guanandi foram apreendidos pelos agentes documentos, celulares e mídias digitais. Na residência que tem capacidade para abrigar até 20 pessoas várias mulheres e crianças foram encontradas. Até um piscineiro a residência tinha.

Segundo as investigações, a rotatividade nas casas era grande. Bilhete trocados entre os visitantes e internos do Presídio Federal da Capital foram interceptados pelos agentes, sendo que a partir deste momento as visitas íntimas, em fevereiro deste ano, foram cortadas.

Nos bilhetes haviam ameaças de morte a servidores públicos federais, vindos de membros do PCC. A investigação também acabou descobrindo uma rede de casas de apoio a integrantes de facções criminosas instaladas na Capital, onde podem estar armazenadas informações sobre a atuação destas facções.

Além do PCC, durante as investigações, também foram identificadas casas de apoio a outros grupos criminosos, como Família do Norte e Comando Vermelho.

PCC abrigava parentes de presos e ‘irmãos’ com 5 casas e mansão em Campo Grande

 

 

Nome da operação

O nome da operação é a tradução da palavra crimes em Esperanto, em alusão aos diversos crimes praticados pelas facções criminosas e também pelo fato de as casas de apoio serem mantidas para a troca de informações entre os membros das facções.