Polícia

MP pede tribunal do júri para jovem que matou a facadas gerente em apartamento da Capital

O MP (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu em despacho nesta segunda-feira (28) que Lucas Mesquita, de 19 anos, que matou a facadas o gerente, José Rodrigo Chaves de 40 anos vá a júri popular. O crime aconteceu em agosto do ano passado. No despacho, o promotor pediu para que Lucas seja enquadrado […]

Thatiana Melo Publicado em 29/01/2019, às 09h34

Foto: Marcos Ermínio/Arquivo
Foto: Marcos Ermínio/Arquivo - Foto: Marcos Ermínio/Arquivo

O MP (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu em despacho nesta segunda-feira (28) que Lucas Mesquita, de 19 anos, que matou a facadas o gerente, José Rodrigo Chaves de 40 anos vá a júri popular. O crime aconteceu em agosto do ano passado.

No despacho, o promotor pediu para que Lucas seja enquadrado nos artigos 121 e 343 do Código Penal, sendo que o artigo 121 diz que:

121. Matar alguém: Pena – reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

No pedido é relatado que Lucas teria tentando forjar a própria morte induzindo, assim, as autoridades ao erro judicial, sendo que ele também deveria ser processado por fraude, além de homicídio. No depoimento exposto pelo MP, Lucas disse que deu vários golpes de faca em José porque estava assustado e também na tentativa de derrubá-lo no chão.

Na primeira audiência do caso, no dia 23 deste mês, ele teria falado que o gerente teria tentado estuprá-lo, e por isso, o teria matado a facadas. Lucas ainda disse que ao chegar no apartamento, não teria ingerido bebida alcoólica. “Eu só fumei um cigarro de maconha, ai ele disse que queria comer meu (…)”, relatou. Depois, José Rodrigo, conforme as informações do acusado o teria trancado no quarto e retornou com uma faca.

“Ele voltou com uma faca, eu corri para a cozinha e tentei achar uma faca para me defender, mas não achei. Começamos a lutar, foi quando dei as facadas”, conta. O juiz questionou o número de facadas desferidas em José, 10 perfurações. “Eu fiquei meio assustado, ele não saia de cima de mim, parei de dar as facadas, dei um soco nele e fugi”, disse.

Depois do crime, Lucas fugiu, mas deixou marcas de sangue. Ficou cerca de uma hora pelas imediações, quando foi encontrado por populares e encaminhado a Upa Coronel Antonino.

Jornal Midiamax