Polícia

Homem que matou vizinho em briga por aparelho de som é condenado a 9 anos

Irmão da vítima também foi esfaqueado

Wendy Tonhati Publicado em 04/08/2017, às 11h59

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Irmão da vítima também foi esfaqueado

Moacir Souto Requelme, 37 anos, conhecido como Japão, foi condenado a nove anos de prisão, em julgamento na última segunda-feira (31), na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. Ele foi denunciado pelo crime de homicídio, ocorrido em 2013, contra Eder Gracini Chaves, então com 29 anos, e tentativa de homicídio contra o irmão de Eder, hoje com 29 anos.

O crime ocorreu em junho de 2013, no Bairro Nova Jerusalém, nas proximidades das Moreninhas. Com uma faca, Eder golpeou os dois irmãos. Um morreu no local e o outro, foi socorrido, recebeu atendimento médico e sobreviveu. O crime teria sido motivado por uma desavença após a venda de um aparelho de som entre vizinhos de bairro.

Eder teria comprado um aparelho de som de outro vizinho, um jovem de 18 anos. Os dois se desentenderam sobre o valor e durante a confusão entre os dois, Moacir saiu de casa com uma faca e atingiu os dois irmãos. A vítima que sobreviveu havia entrado no conflito para apartar a briga.  

Moacir fugiu após o crime, mas se apresentou à polícia quatro meses depois.
Homem que matou vizinho em briga por aparelho de som é condenado a 9 anos

“Em face do exposto, julgo procedente a pretensão acusatória deduzida pelo Ministério Público Estadual em face do acusado Moacir Souto Riquelme, qualificado nos autos, para o fim de:”

a) Condená-lo pela prática do crime de homicídio doloso, em relação à vítima Eder Gracini Chaves, pelo que lhe aplico a pena de seis anos de reclusão;

b) Condená-lo pela prática do crime de homicídio tentado em relação à vítima Leonel Jackson Gracini Chaves, pelo que lhe aplico a pena de três anos de reclusão. Em face do concurso material aplicado ao caso, a pena fica totalizada em nove anos de reclusão. O regime inicial de cumprimento de pena será o fechado

Mantenho a liberdade do sentenciado por estar nesta condição até o momento. A sentença é do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Jornal Midiamax