Dona de bar onde garoto bebeu antes de morrer nega indiciamento

O caso aconteceu em novembro de 2016
| 25/04/2017
- 02:21
Dona de bar onde garoto bebeu antes de morrer nega indiciamento

O caso aconteceu em novembro de 2016

A proprietária do Bar Fly negou ter sido indiciada pela polícia pela morte de Guilherme Simplício Nunes, de 17 anos. O adolescente teria passado mal depois de ingerir bebidas alcoólicas em uma festa open bar que acontecia no estabelecimento e por conta disso a empresária responderá por homicídio culposo, quando não há intensão de matar.

Procurada pela equipe do Jornal Midiamax, a proprietária da casa noturna onde o adolescente de 17 anos morreu após passar mal se mostrou irritada, negou estar sendo indiciado pelo crime e não quis falar com a reportagem.

Em novembro do ano passado, em entrevista ao jornal, Fátima Menas Kalil defendeu que o jovem, assim como outros dois amigos, não usava uma pulseira de identificação, método encontrado pela organização para reconhecer e ‘barrar’ a distribuição de bebidas alcoólicas para os menores de idade que estavam na festa.

A proprietária ainda afirmou na época que a falha teria começado na portaria da casa noturna, onde as pulseiras eram distribuídas. Na versão dela, os adolescentes teriam convencido o segurança para entrarem no bar sem autorização dos responsáveis. “A segurança foi corrupta, os menores negociaram com o segurança”.

O caso foi investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto, responsável pelo caso, a empresaria foi indiciada por fornecer bebida alcoólica para o adolescente. Medida prevista no artigo 243, do Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente):

Art. 243. Vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou a adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica: Pena – detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave.

O caso

No dia do fato, o adolescente disse à mãe que iria até uma lan house para jogar, mas depois de se encontrar com amigos, foi até o bar. Chegaram ao local por volta da meia-noite e em determinado momento a vítima disse aos amigos que estava passando mal.

O adolescente disse que precisava se sentar, cambaleou e desmaiou dentro do bar. Os seguranças foram chamados e acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que encaminhou o jovem ao CRS (Centro Regional de Saúde) do Tiradentes. No posto de saúde Guilherme não resistiu e faleceu. A mãe foi avisada e também prestou depoimento à polícia, e afirmou que o filho não fazia uso de entorpecentes.

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