Dois estão foragidos

A Polícia prendeu os três acusados pela morte do ex-vereador Cristóvão Silveira e de sua esposa Fátima Silveira, que foram assassinados nesta terça-feira (18), na chácara Bem Te Vi, na MS-080. O caseiro identificado Rivelino Mangelo, de 45 anos, e os dois filhos Rogério Nunes Mangelo, de 19 e Diogo André dos Santos Almeida, de 21 anos foram presos.

Eles foram levados para a sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) para esclarecer o crime, que ainda tem informações desencontradas. Nesta manhã (quarta), os acusados foram levados até a chácara para fazer uma breve reconstituição do crime e para localizar uma das possíveis armas usadas no crime. Foi feita uma varredura a 50 metros do local para localizar a arma.

O caseiro, que foi preso quando recebia alta do hospital Santa Casa, após ser atendido por causa de um corte profundo no pé assumiu a autoria do crime. Ele foi socorrido depois que a dona de um bar, que fica a 800 metros da chácara acionou o socorro depois que ele teria contado que sete homens invadiram o local para roubar. Mas, após ser levado para depoimento acabou confessando a autoria dos assassinatos. Dois filhos do caseiro participaram do crime e também foram presos.Caseiro que matou Silveira e esposa saiu ferido e tentou fingir assalto em chácara

Áudios encontrados no celular do caseiro pela polícia revelaram o planejamento do crime para roubar a camionete L-200 Triton, além de outros pertences da chácara. Uma televisão do local foi encontrada com um dos filhos do caseiro. A camionete que foi levada por dois homens, que ainda não se tem a identificação, foi abandonada próximo a Corumbá distante 444 quilômetros de Campo Grande, e os suspeitos fugiram em meio a um matagal. A polícia pediu apoio a um helicóptero da Marinha para auxiliar nas buscas e encontrar os dois autores. Um dos foragidos teria participação direta no crime.

O ex-vereador foi morto com golpes de facão o que deixou o rosto dele desfigurado, e a esposa teve parte do corpo queimado para cobrir possíveis rastros do crime de estupro. Ainda não se sabe se o crime teria outra motivação a não ser o roubo.