Polícia

Golpista com passagem desde 1993 é presa em ação na Capital

Tentou vender falsos imóveis

Renata Portela Publicado em 30/06/2016, às 16h06

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Tentou vender falsos imóveis

Margareth Vilela, de 50 anos, foi presa em flagrante na manhã desta quinta-feira (30), por estelionato. Velha conhecida da polícia, Margareth já tem passagens desde 1993 e é conhecida por aplicar golpes em Campo Grande.

Segundo o delegado Maercio Alves Barboza da Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Defraudações e Falsificações), Margareth aplicou golpe em um grupo de 15 pessoas, contratadas por ela para fazerem pesquisas de mercado no centro de Campo Grande. O salário e os benefícios eram vantajosos, mas os trabalhadores acabaram sendo vítimas da estelionatária.

Eder Souza Arantes, de 25 anos, foi a vítima que procurou a polícia após desconfiar da golpista. Ele contou ao Jornal Midiamax que Margareth contratou um grupo de 15 pessoas para fazer as pesquisas e ofereceu R$ 1,7 mil, passe de ônibus e alimentação – almoço e lanche. Já Eder receberia R$ 2 mil, além dos benefícios e também dinheiro para combustível, já que ele seria 'coordenador' de parte do grupo.

A promessa era de que o salário caísse na sexta-feira (1º). Eder conta que desconfiou de Margareth por ela 'desaparecer' e parar de pagar lanche aos funcionários. Além disso, todas as reuniões eram marcadas em locais públicos e nunca em um escritório ou endereço fixo. A vítima fez uma pesquisa na internet e encontrou série de notícias sobre as passagens policiais da mulher.

Além do emprego, Margareth também propunha conseguir moradia para os trabalhadores, casas da Agehab (Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) no Dom Antônio Barbosa e no Izabel Gardens. Para isso, ela pedia que cada um pagasse R$ 106 e segundo a vítima, a maioria fez este acordo.

A estelionatária dizia que as casas seriam desocupadas no dia 25 e entregue aos 'novos moradores' no dia 6 de julho. Nesta manhã foi marcada uma reunião do grupo com Margareth no Terminal General Osório e Eder a questionou sobre o pagamento. A mulher afirmou que pagaria e ele solicitou que fossem até o banco retirar o dinheiro e já fazer o pagamento, mas ela disse que faria isso só a noite, além de pedir que ele não chamasse a polícia.

Um amigo da vítima, que é policial militar, foi até o local e solicitou apoio de outras equipes, que fizeram a prisão da estelionatária em flagrante. O caso agora é investigado pela Dedfaz.

Jornal Midiamax