Operação policial flagra 15 motéis irregulares em 16 vistoriados na Capital

Apenas um dos motéis não apresentava irregularidade
| 27/05/2015
- 21:13
Operação policial flagra 15 motéis irregulares em 16 vistoriados na Capital

Apenas um dos motéis não apresentava irregularidade

Após o escândalo envolvendo políticos de Campo Grande, que mantiveram relações sexuais com adolescentes, a Polícia Civil já realizou duas operações denominadas “Check Motel”, com objetivo de prevenir e reprimir a prática de exploração sexual de crianças e adolescentes, além de fiscalizar a regularidade dos estabelecimentos.

Na última sexta-feira (22), 16 motéis de Campo Grande foram fiscalizados, e em 15 deles, foram encontradas irregularidades administrativas. Ao contrário da primeira operação, realizada no começo de maio, dessa vez não foram encontrados adolescentes nas dependências dos motéis.

Conforme o balanço divulgado nesta quarta-feira (27), foram vistoriados 16 motéis em diversas regiões da cidade, 84 pessoas e 42 veículos. A operação contou com a participação de três delegados, 15 agentes e quatro viaturas. 

Na fiscalização do começo de maio, oito estabelecimentos foram checados pelos policiais civis. O relatório revelou que 62% dos locais estavam irregulares e em um deles foi encontrada uma jovem de 15 anos que estava acompanhada de um homem de 32 anos.

Os responsáveis pelos motéis podem responder pela entrada das adolescentes no local. O crime é previsto no artigo 218 b, do Código Penal. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone:

De acordo com o parágrafo 2 do artigo: I) incorre nas mesmas penas: quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo. II) o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo.

A ação foi realizada pelo DPE (Departamento de Polícia Especializada), Deops (Especializada de Ordem Política e Social), Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e Decat (Delegacia Especializada a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista).

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