Polícia

Agepen terá grupo especializado em contenção de crises, escolta e vigilância

A princípio 70 agentes vão participar

Midiamax Publicado em 14/07/2015, às 20h54

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A princípio 70 agentes vão participar

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) iniciou os trabalhos para a criação do Girve (Grupo de Intervenção Rápida, Contenção, Vigilância e Escolta). Por meio da Espen (Escola Penitenciária), está sendo preparado um treinamento específico que, inicialmente, será oferecido a 70 agentes penitenciários do Estado.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, a intenção é que, com o tempo e a inclusão de novos servidores penitenciários ao quadro funcional, os agentes possam atuar em todas as frentes necessárias ao sistema prisional, que, atualmente, em parte, ainda é realizada pela PM (Policia Militar), por meio do BPChoque (Batalhão de Policiamento de Choque) e da Companhia de Guarda e Escolta. “O governador Reinaldo Azambuja e o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Silvio Maluf, querem a polícia atuando nas ruas, o que se conseguirá com os agentes penitenciários cuidando das ações dos presídios, o que, com certeza, beneficiará toda a sociedade”, destaca, ressaltando que será um processo gradativo.

Programado para início de outubro, o curso de qualificação será a primeira medida nesse sentido, conforme Stropa. Destinada a homens e mulheres da carreira penitenciária, essa primeira qualificação terá distribuição de vagas por região, levando em consideração a proporcionalidade ao número de servidores de cada uma delas. A ideia inicial é que, das 70 vagas previstas, 40 sejam para os agentes de Campo Grande, 10 para Dourados, cinco para Três Lagoas, cinco para Dois Irmãos do Buriti, cinco para Naviraí e cinco para Corumbá, selecionados conforme critérios a serem estabelecidos pela Agepen.

A proposta é que, inicialmente, devido à falta de servidores, os 70 primeiros agentes penitenciários que receberão a qualificação formarão um grupo especial e atuarão em situações de crise, como grupo de intervenção rápida e de contenção. “Eles continuarão trabalhando em suas funções nos presídios que estiverem lotados e, quando for necessário, serão reunidos e levados para atuarem nessa nova função”, explica o diretor-presidente.

Segundo Stropa, o projeto ainda está em fase embrionária e muitos detalhes ainda estão sendo discutidos, levando em consideração também o ponto de vista dos agentes penitenciários, por meio de reunião com o presidente do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), André Santiago, já que o grupo especial é um anseio da categoria.

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