Polícia

Polícia Federal de MS deve confirmar greve em assembléia nesta quarta-feira

O Sindicato da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (Sinpef/MS) decide na tarde desta quarta-feira (5), em assembléia, se entra em greve. No final de janeiro foi aprovado pela Confederação Nacional da Polícia Federal indicativo de greve. São mais de nove mil servidores no Brasil, somado os agentes e escrivães de polícia, e os […]

Arquivo Publicado em 05/02/2014, às 15h01

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O Sindicato da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (Sinpef/MS) decide na tarde desta quarta-feira (5), em assembléia, se entra em greve. No final de janeiro foi aprovado pela Confederação Nacional da Polícia Federal indicativo de greve. São mais de nove mil servidores no Brasil, somado os agentes e escrivães de polícia, e os papiloscopistas policiais.

O presidente do Sinpef/MS, Jorge Caldas, explicou os principais motivos da paralisação que deve ocorrer em todo o país, além de citar os principais problemas que os policiais federais do estado passam diariamente.

Falta de infra-estrutura e condições de trabalho

Caldas conta que as delegacias da polícia federal de Corumbá, Ponta Porã e Naviraí estão sucateadas e têm estrutura precária. “Não tem cela apropriada para mulher, os veículos apreendidos ficam deteriorando na frente das delegacias por burocracia judicial, o descaso é total”, diz. Ele cita também falta de efetivo necessário para realização de todos os trabalhos.

Desmotivados

Além dos problemas estruturais, os policiais que trabalham na região da fronteira se sentem desmotivados. Projeto de lei 47/2013, que dá benefícios aos policias que trabalharem em fronteiras, foi aprovado em setembro pelo Congresso Nacional, mas não foi sancionado e nem regulamentado pela presidenta Dilma até agora.

“Não há benefício, eles estão desmotivados. E não são só os da fronteira que ficam desmotivados, mais de cem policiais federais no Brasil deixaram o cargo no ano passado. O número de policiais federais que se suicidaram em 2013 é maior que o número de mortos por enfrentamento policial. Este dado reflete o modo que o policial é tratado”, frisa Caldas.

“Não querem resolver os problemas da categoria”

Para o presidente do Sinpef/MS, o Governo Federal não investe na classe e “não quer resolver os problemas da categoria”. Caldas cita sucateamento, problemas rotineiros e a falta de reestruturação salarial e da carreira, como principais empecilhos sofridos pelos policiais.

“A sociedade quer uma polícia rápida, ágil, que funcione. A Segurança Pública tem que ser reformulada. Cursos de capacitação para preparar os policiais também deveriam ser feitos. É preciso mudar”, reforça.

Jornal Midiamax