Polícia confirma prisão de chefe de gabinete por uso de máquina da Prefeitura em comitê

A Polícia Civil de Bonito confirmou a prisão do chefe de gabinete da Prefeitura de Bonito, Newton Lopes Cirqueira, conhecido como Berenga, na manhã desta sexta-feira (22), por crime de peculato. O Ministério Público recebeu uma denúncia de que o servidor estaria usando computadores do Poder Executivo municipal em comitê de candidato a reeleição. Segundo […]
| 23/08/2014
- 01:32
Polícia confirma prisão de chefe de gabinete por uso de máquina da Prefeitura em comitê

A Polícia Civil de Bonito confirmou a prisão do chefe de gabinete da Prefeitura de Bonito, Newton Lopes Cirqueira, conhecido como Berenga, na manhã desta sexta-feira (22), por crime de peculato. O Ministério Público recebeu uma denúncia de que o servidor estaria usando computadores do Poder Executivo municipal em comitê de candidato a reeleição.

Segundo informações da Polícia Civil no município, as denúncias informavam que Berenga havia equipado o comitê do deputado estadual Marcio Fernandes (PT do B), que disputa a reeleição, com um computador e material de escritório da Prefeitura. Na manhã de hoje, o MP esteve no comitê para apurar a denúncia. O chefe de gabinete também estava no local.

A polícia pediu para verificar o computador e ao analisar o conteúdo localizaram uma pasta com nomes e documentos relacionados à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Questionado a respeito, Berenga alegou que o equipamento pertencia ao dono de uma loja de informática do município.

De acordo com a Polícia Civil, o chefe de gabinete foi encaminhado para a delegacia para esclarecer o fato. O proprietário da loja foi localizado, porém negou que o computador fosse dele, mas confirmou que havia um computador cedido para a Prefeitura, preparado por um funcionário, que ao ser questionado pelo delegado, informou que aquele computador não era da loja.

A polícia nomeou um perito que constatou que o equipamento pertence a Prefeitura de Bonito, caracterizando crime de peculato, ou seja, quando o funcionário público em razão do cargo tem a posse de coisa móvel pertencente à administração pública e se apropria em benefício próprio ou de outra pessoa.

Newton Cirqueira permanece preso em flagrante e cabe à Justiça se vai responder em liberdade. Se condenado, pode pegar de dois a 12 anos de reclusão. Segundo com informações da Polícia Civil, ainda não há confirmação se o candidato à reeleição tem envolvimento com o fato.

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