Operação Alquimia deve cumprir em Mato Grosso do Sul o sequestro de bens de empresas e empresários envolvidos em esquema de sonegação fiscal.

A Operação Alquimia, realizada pela Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal nesta quarta-feira (17), deve cumprir em Mato Grosso do Sul o sequestro de bens de empresas e empresários envolvidos em esquema de sonegação fiscal.

A organização criminosa desmantelada é composta por quase 300 empresas espalhadas por 17 estados, mais o Distrito Federal. O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos devidos, pode chegar a R$ 1 bilhão, segundo a Receita.

As investigações começaram com a apuração de indícios de sonegação fiscal e fraude à execução fiscal. Os envolvidos devem ser indiciados por formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Alquimia é o maior golpe recente no crime organizado que atua no Brasil.

Segundo informações da Secretaria da Receita Federal, estão em andamento 31 mandados de prisão, 63 conduções coercitivas e 129 mandados de busca e apreensão nas residências de investigados e nas empresas supostamente ligadas à quadrilha.

O sequestro de bens determinado judicialmente deve atingir 62 pessoas físicas e 195 pessoas jurídicas, inclusive em Mato Grosso do Sul. Não há detalhes ainda sobre o nome dos alvos dos sequestros.

A Alquimia ocorre simultaneamente nesta manhã em Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Além de MS, devem ter ações de sequestro de bens os estados de Amazonas, Goiás, Pará e Piauí, além do Distrito Federal.

Estão previstos os sequestros, decretados pela Justiça Federal, de veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais. Recursos financeiros dos suspeitos também devem ser bloqueados.

Investigações

As investigações tiveram início quando a Receita Federal detectou indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo. Havia também a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como “laranjas”.

O esquema seria utilizado para forjar operações comerciais e financeiras com intuito de não recolher os tributos devidos ao Fisco. Para isso, os órgãos investigam a utilização de empresas interpostas (laranjas), empresas sediadas em paraísos fiscais, factorings (atividade de fomento mercantil) e até fundos de investimento utilizados na suposta fraude.

De acordo com a PF, a organização criminosa investigada é composta por quase 300 empresas nacionais e estrangeiras, sendo que as últimas têm sua maioria sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Das empresas diretamente envolvidas nos fatos apurados, identificou-se que pelo menos 50 são “laranjas”. (Com informações do G1 Brasil)