Família de Itaporã faz serviço da polícia em Dourados na busca por jovem e veículo desaparecidos

Pai localizou automóvel de filho desaparecido com jovens "aparentemente drogados", mas polícia demorou e perdeu a pista que podia ajudar na localização do jovem
| 16/07/2010
- 01:25
Família de Itaporã faz serviço da polícia em Dourados na busca por jovem e veículo desaparecidos

Pai localizou automóvel de filho desaparecido com jovens “aparentemente drogados”, mas polícia demorou e perdeu a pista que podia ajudar na localização do jovem

O mecânico Geraldo Souto, com a ajuda de um filho e um amigo, agarraram “a unha” um suspeito de ter participado no desaparecimento do outro filho dele, Leandro Salomão Souto. O fato aconteceu nesta quinta-feira às 14h na Rua Eulália Pires, Vila Cachoeirinha, em Dourados.

A atitude desesperada de Geraldo, que iniciou por conta própria as buscas pelo filho desaparecido, foi causada pela falta de uma ação rápida dos organismos policiais de Dourados. Depois de esperar por mais de uma hora pela chegada de uma viatura da PM, o pai acabou obrigado a soltar o bandido porque passou a ser ameaçado por um grupo de mais de vinte pessoas.

A história começou na madrugada de terça-feira (13), em Itaporã. Leandro, de 25 anos de idade, é filho de Geraldo e deveria ter acordado às 3h da madrugada para pegar o ônibus que o levaria até uma indústria em Dourados, onde trabalha a menos de três meses.

Como perdeu o ônibus, Leandro pegou emprestado o veiculo Monza cinza placas BHB-4045 de propriedade de seu pai para ir ao trabalho. No início da noite de terça-feira, Leandro deveria chegar em casa. Como isso não aconteceu, os familiares foram atrás de informações e descobriram que o jovem havia faltado ao trabalho.

Imediatamente foi registrado na delegacia de Itaporã um boletim de ocorrência dando conta do desaparecimento de Leandro. Na quarta-feira (14), a família ainda não tinha informações sobre o paradeiro de Leandro e o desespero só aumentou.

Já na manhã desta quinta-feira (15), o pai de Leandro recebeu a informação de que o Monza estaria circulando pelas ruas da Vila Cachoeirinha um dos bairros mais pobres de Dourados.

Por falta de apoio policial a família de Leandro foi até Dourados em busca do veículo e de Leandro. Depois de mais de uma hora de procura, Geraldo avistou o Monza que entrava na rua principal do bairro em ziquezague e alta velocidade.

Ao chegar à esquina da Rua Eulália Pires, o carro foi parado por Geraldo que perguntou sobre Leandro. Os cinco jovens que no momento aparentavam estar usando drogas não disseram nada e abandonaram o veículo com as portas abertas, correndo cada um para um lado diferente.

Em seguida Geraldo, Adriano e o outro homem rodaram todo o bairro em busca dos supostos “bandidos”. Minutos depois, conseguiram agarrar um dos suspeitos. Como a polícia demorou a chegar, tiveram que soltar o rapaz porque foram ameaçados por outros jovens que pareciam serem amigos dos que estavam de posse do Monza.

Depois de esperar por mais de uma hora, uma viatura da Policia Militar chegou à Vila Cachoeirinha. Mas já era tarde demais. Restou apenas a Geraldo registrar na Policia Civil de Dourados outro boletim de ocorrência relatando os fatos e comunicando que o Monza havia sido recuperado e reafirmando o desaparecimento de Leandro.

Geraldo Souto disse que está indignado com a falta de segurança pública. Ele diz que se a Polícia Militar não tivesse demorado tanto o suspeito tinha sido preso e o desaparecimento do seu filho seria esclarecido. Geraldo afirmou que Leandro há um ano fez tratamento para se livrar das drogas e estava em recuperação. “Ele até estava trabalhando e vivendo em paz com sua esposa”, disse.

Adriano Souto afirmou que continua investigando por conta própria o desaparecimento de seu irmão por falta de apoio dos órgãos que deveriam garantir a segurança dos cidadãos. “Depois que encontramos o carro, um policial me ligou perguntando a cor do Monza. Não dá pra acreditar nisso. Os polícias sequer foram na Vila Cachoeirinha investigar”, disse Adriano que jamais imaginou que a polícia não teria condições de ajudar a sua família.

Nicanor Coelho

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