Militares americanos lançaram ataques aéreos na manhã desta sexta-feira, 27, em dois locais no leste da ligados ao Corpo da Guarda Revolucionária do e a “grupos afiliados”, informou o Pentágono. A ofensiva é uma retaliação a uma série de ataques de drones e mísseis contra alvos dos Estados Unidos na região.

Os ataques, que, segundo as autoridades, foram conduzidos por dois caças F-16 que lançaram munições de precisão em uma instalação de armazenamento de munição e armas perto da cidade de Bukamal, ampliaram uma disputa de longa data entre os Estados Unidos e o Irã em um momento de extrema tensão no Oriente Médio, já que o conflito renovado entre Israel, aliado dos EUA, e o Hamas, apoiado pelo Irã, alimenta a preocupação de que a violência na Faixa de Gaza se expanda.

Em comunicado, o secretário da Defesa americano, Lloyd Austin, disse que “os ataques de autodefesa de precisão são uma resposta a uma série de ataques contínuos e, na sua maioria, mal sucedidos, contra pessoal dos Estados Unidos no e na Síria, por grupos de milícias apoiados pelo Irã, que começaram em 17 de outubro”.

Segundo Austin, o presidente Joe Biden quis deixar claro com a resposta “que os Estados Unidos não tolerarão tais ataques e defenderão a si, seu pessoal e seus interesses”. O secretário de Defesa acrescentou que a operação é separada e distinta da guerra de Israel contra o Hamas.

Segundo o Pentágono, já foram realizados ao menos 12 ataques a bases e pessoal dos Estados Unidos no Iraque e outros quatro na Síria. O porta-voz do Pentágono, general Pat Ryder, disse que 21 militares americanos ficaram feridos em dois episódios.

Os ataques aéreos seguem um aviso do presidente Biden, que tem enfrentado uma pressão crescente para retaliar os ataques ao pessoal americano, ao líder supremo do Irã de que os Estados Unidos agiriam em caso de novas provocações.

Os Estados Unidos vêm enfrentando há muitos anos ataques de militantes ligados ao Irã no Iraque, onde o Pentágono mantém uma força de cerca de 2.500 soldados, e na Síria, onde o pessoal dos EUA é de cerca de 900. O governo Biden já autorizou ataques anteriores contra alvos ligados ao Irã na Síria, inclusive em março deste ano.

Em discurso nas Nações Unidas no início do dia, o ministro das Relações Exteriores do Irã citou a situação dos civis palestinos encurralados pelos combates e advertiu que os Estados Unidos não seriam “poupados desse fogo” se o conflito em Gaza se intensificasse. O mais preocupante para Israel e os Estados Unidos é o grupo armado libanês Hezbollah, que também é apoiado pelo Irã.

Autoridades do Pentágono, falando a repórteres após o anúncio dos ataques aéreos, disseram que não estava claro quem, se alguém, havia sido morto ou ferido na operação de retaliação, que eles descreveram como autodefesa.

As autoridades, que falaram sob condição de anonimato, segundo as regras básicas estabelecidas pelo Departamento de Defesa, disseram que o Irã era responsável pela recente violência contra as tropas americanas, mas não chegaram a dizer que Teerã havia dirigido ataques específicos.

“O Irã está tentando esconder sua mão e manter algum nível de negação, e não estamos permitindo que isso aconteça”, disse uma autoridade sênior da defesa. “Consideramos o Irã responsável pelas ações dos grupos que ele treina e equipa.”

Em meio ao aumento da violência, o Pentágono procurou reforçar as medidas de segurança para as tropas americanas destacadas, anunciando a ativação de uma bateria do Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) e o deslocamento de batalhões Patriot adicionais para a região.

Perguntado se os ataques aéreos anunciados na quinta-feira poderiam resultar em mais violência, o funcionário da defesa disse: “Essa seria uma decisão tomada em Teerã”. “Nosso desejo”, acrescentou a autoridade, “é que os líderes mais graduados do Irã orientem seus representantes e milícias a cessar esses ataques contra o pessoal dos EUA no Iraque e na Síria”.

As autoridades disseram que os ataques não foram coordenados com Israel.

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