A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) projeta que o crescimento mundial deverá diminuir de 3% em 2022 para 2,4% em 2023, se encontrando com a definição de uma “recessão” global.

Olhando para os Estados Unidos, o crescimento projetado é de 2,0%, uma revisão de 1,1 ponto porcentual para cima em relação ao relatório anterior. Para 2024, o avanço da atividade econômica deverá ser de 1,9%. A Unctad também defende que um pouso suave na economia americana ainda parece possível, o que indicaria que o crescimento do Produto Interno Bruto () está perto de alcançar seu nível mais baixo, junto com uma desaceleração da inflação e aumento do desemprego.

O avanço econômico da zona do euro para 2023, entretanto, deverá ser de 0,4%, ante 0,7% projetado na última publicação, com forte aumento da energia, persistente inflação dos preços dos alimentos e exercendo pressão sobre o consumo. Entretanto, “a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de aumentar as taxas de juro até o fim de setembro lançou uma sombra sobre as perspectivas para o quarto trimestre, aumentando o risco de levar a zona euro a uma recessão”. Já para 2024, a economia deve crescer 1,2%.

Já a projeção para o avanço econômico do aumentou de 1,6% para 2,3% em 2023, mas com previsão de desaceleração para avanço de 0,9% em 2024. Segundo a Unctad, em 2023, “a procura externa continuou forte, enquanto a inflação moderada e um acordo nacional sobre o crescimento salarial revigoraram a procura dos consumidores. Por outro lado, a orientação contracionista da política orçamental continuou”.

Previsão de crescimento do PIB do Brasil este ano aumentou

No brasileiro, a Unctad prevê um crescimento econômico relevante no Brasil este ano, em meio aos efeitos de uma colheita agrícola forte e do avanço firme das exportações

No relatório “Comércio e Desenvolvimento”, a instituição informou que projeta expansão de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2023, 2,4 pontos porcentuais acima da estimativa divulgada em abril.

A expectativa da Unctad, no entanto, é de que o avanço da atividade no País desacelere para 2,3% em 2024. Segundo a entidade, o movimento reflete uma série de fatores, entre eles os efeitos defasados do aperto monetário e o aumento nos níveis de dívida privada.

“A significativa expansão fiscal em 2023 deverá compensar essas forças recessivas, mas o impulso fiscal para 2024, embora ainda sujeito a negociações políticas, deverá tornar-se negativo”, avalia a entidade.

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