Parlamento venezuelano pede que comunidade internacional exija eleições

Além de um cronograma para pleito de governadores
| 28/04/2017
- 00:58
Parlamento venezuelano pede que comunidade internacional exija eleições

Além de um cronograma para pleito de governadores

O Parlamento da , onde a oposição é maioria, aprovou nesta quinta-feira (27), um manifesto pedindo à comunidade internacional que exija a realização de eleições presidenciais antecipadas no país ainda este ano, além de um cronograma para o pleito de governadores. As informações são da agência EFE.

“Que se restitua de maneira imediata o exercício do direito ao voto livre em nosso país (…) com a participação dos líderes políticos que estão presos ou inabilitados e com observadores internacionais que garantam a legitimidade e a legalidade dos resultados”, diz o manifesto.

O texto inclui a ativação dos “diferentes mecanismos que permitem a Constituição” para a realização de uma eleição presidencial antecipada ainda “neste ano de 2017”. O manifesto também pede a definição de um cronograma eleitoral que “garanta” a realização de eleições para governador e representantes dos parlamentos regionais – atrasadas desde 2016 – e as eleições de prefeitos e vereadores, que correspondem a 2017.

O documento, com sete tópicos, também solicita que a comunidade internacional exija do governo chavista “a ativação de um canal humanitário” para amenizar a escassez de medicamentos no país.

Independência

Os parlamentares opositores – que aprovaram este manifesto em uma sessão especial realizada num ginásio poliesportivo de Caracas, acompanhados de centenas de simpatizantes – pediram ainda que “a Assembleia Nacional seja respeitada como poder independente, tenha garantida sua autonomia financeira e receba de volta as competências retiradas pelo governo e pelo Tribunal Supremo de Justiça “.

O órgão insiste também na liberdade de “todos os presos políticos”, uma reivindicação feita desde o final dos protestos antigovernamentais de 2014. O sétimo ponto pede a desmobilização das forças paramilitares no país e que se desista da ideia de distribuir 500 mil armas a civis, “pois o monopólio das armas corresponde única e exclusivamente à Força Armada Nacional Bolivariana”.

O Parlamento, cujos atos foram considerados nulos por desobedecer uma decisão do Supremo, pede aos governos da região e a organismos como a OEA (Organização dos Estados Americanos), a ONU (Organização das Nações Unidas), a Unasur (União de Nações Sul-Americanas) e o Mercosul (Mercado Comum do Sul) que usem seus poderes para que juntos possam “construir as garantias para o restabelecimento da democracia na Venezuela”.

O apelo da Assembleia Nacional venezuelana é feito no momento em que o governo de Nicolás Maduro anunciou ontem que seu país iniciará um procedimento para deixar a OEA, depois que a entidade convocou uma reunião de chanceleres sem o aval venezuelano.

Veja também

Yair Lapid se tornará o primeiro-ministro interino do país na sexta-feira

Últimas notícias