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Ex-diretor do FMI é absolvido em escândalo sexual na França

Strauss-Kahn era acusado de promover festas libertinas na França e EUA

Gerciane Alves Publicado em 12/06/2015, às 12h27

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Strauss-Kahn era acusado de promover festas libertinas na França e EUA

Uma corte francesa absolveu nesta sexta-feira (12) o ex-diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn. Ele era acusado de proxenetismo (obtenção de vantagens econômicas com a prostituição alheia).

O final do processo pelo escândalo na França vem quatro anos depois que o ex-chefe do FMI foi acusado de abuso sexual por uma camareira em um hotel de Nova York – pondo fim às ambições de Strauss-Kahn de se tornar presidente da França.

A decisão desta sexta acompanha a visão da promotoria, que em fevereiro pediu a absolvição de Strauss-Kahn, de 66 anos, por falta de provas.

“Nem a informação judicial, nem a audiência permitiram estabelecer a infração de proxenetismo agravado para Strauss-Kahn”, declarou à época o promotor Frédéric Fèvre, ao concluir sua alegação final. Dois advogados de autores da ação judicial contra Strauss-Kahn também haviam anunciado que iriam retirar suas queixas de delitos sexuais contra o denunciado.

Strauss-Kahn, de 65 anos, se apresenta desde 2 de fevereiro a um tribunal de Lille junto com outros 13 acusados de proxenetismo com agravantes, um crime passível de ser punido com 10 anos de prisão.

DSK é acusado de ser o principal beneficiário e incentivador de festas libertinas na França e em Washington.

Julgado neste caso três anos e meio depois do escândalo do hotel Sofitel de Nova York, que custou sua carreira, DSK, como é conhecido, podia ser condenado a até 10 anos de prisão.

“Corresponde ao tribunal condenar apenas a partir de provas e não de convicções”, explicou o promotor.

O político que foi durante muito tempo o favorito das pesquisas de opinião para as eleições presidenciais francesas de 2012, manteve durante todo o processo a mesma linha de defesa, de que é adepto de festas libertinas, mas não de prostitutas, e que ignorava que a condição das mulheres que participavam destas festas.

Perante o tribunal, ele declarou inocência e disse não ter cometido ‘nem crime, nem delito’.

Jornal Midiamax