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China prende turistas acusados de ver vídeo ‘terrorista’ em hotel

Nove estrangeiros foram detidos e outras 11 pessoas serão deportadas

Clayton Neves Publicado em 15/07/2015, às 13h39

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Nove estrangeiros foram detidos e outras 11 pessoas serão deportadas

A China prendeu formalmente nove turistas estrangeiros, incluindo sul-africanos, britânicos e um indiano, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês e uma instituição de caridade sul-africana, por suspeita de ligações com um “grupo terrorista”, depois que as autoridades os acusaram de assistir a vídeos proibidos.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou nesta quarta-feira (15) que outras 11 pessoas seriam deportadas e os nove foram “detidos criminalmente” – um termo que significa que os turistas foram provavelmente indiciados e poderão ser processados. Todos são suspeitos de violar a lei, disse o ministério, sem especificar o que tinham feito.

No entanto, o chefe da instituição beneficente sul-africana Gift of the Givers Foundation, Imtiaz Sooliman, afirmou que autoridades chinesas disseram que alguns dos detidos estavam assistindo, em seu quarto de hotel, a vídeos de propaganda de um grupo proibido.

De acordo com o executivo-chefe da empresa de telecomunicações sul-africana Vodacom Group Ltd, Shameel Joosub, membros de sua família estão entre os detidos. Sooliman disse que o grupo, formado por cinco sul-africanos, três britânicos e um indiano, também inclui um veterano da ala militar do partido Congresso Nacional Africano, que foi cofundado por Nelson Mandela. “Não há de forma alguma a possibilidade de que façam parte de um grupo terrorista”, disse.

Uma porta-voz da chancelaria britânica disse: “o pessoal consular visitou o grupo para prestar assistência e estamos em contato com as autoridades chinesas.” A embaixada da África do Sul se recusou a comentar. Um porta-voz da embaixada da Índia disse não ter informações sobre o assunto.

O grupo estava em uma excursão histórica de 47 dias na China quando foi detido em um aeroporto na cidade de Erdos, na região chinesa da Mongólia Interior. Seu operador turístico não recebeu nenhuma informação das autoridades chinesas e só procurou as pessoas dois dias depois, segundo Sooliman, pois não havia recebido notícias do grupo e percebeu que algo tinha dado “terrivelmente errado”.

Jornal Midiamax