Em mais um dia “normal” no Parque dos Poderes, uma jiboia faminta foi flagrada dando o bote em uma ave bem maior que seu corpo, na manhã desta quarta-feira (2). Desesperada para se alimentar, ela abre as mandíbulas de forma impressionante e inicia a tentativa de ingerir a refeição pela cabeça. O momento do ataque ao animal (já morto) foi registrado pela advogada Débora Viana, que passava pela região bem na hora da refeição da serpente.
De acordo com o biólogo José Milton Longo, o “almoço” da jiboia no Parque dos Poderes aparenta ser um jacu – ave preta de grande porte que pode atingir 85 cm de comprimento. A espécie é comum na região da reserva ecológica, mas não costuma ser vista na boca das serpentes que ali habitam – até pela falta de proporção de tamanho entre predador e presa.
Registradas pela profissional do Direito, as imagens da predação são, literalmente, selvagens. Em um canto da reserva do Parque dos Poderes, a cobra surge enrolada no jacu e se esforça para conseguir comê-lo. Por vários minutos, a jiboia, pequena demais para a presa, tenta fazer sua refeição sem sucesso.
Pelo menos durante o período da gravação, ela não consegue engolir nem um pedaço da ave. É como dizem os ditados: talvez a cobra tenha tido “mais olhos que barriga”, ou ainda, pode ter escolhido um alimento que é “muita areia para seu caminhãozinho”.
O fato é que a serpente estava com fome e não se importou com as medidas da comida que surgiu em seu caminho: o importante era sair da dieta e encher a pança de qualquer jeito. Questionado sobre a capacidade da predação, o biólogo José Milton Longo comenta: “ela dá um jeito”.
Assista:
Jacu: ave predadora virou presa de cobra
Misturando aspectos físicos de galinha e pavão, o jacuaçu, popularmente conhecido como jacu, é uma das diversas espécies de aves presentes na reserva ecológica que abriga os prédios dos três poderes, em Campo Grande.
Seu nome científico é “Penélope obscura”, que, juntando termos do grego e do latim, basicamente quer dizer: “ave escura com crista parcial”.
É uma ave predadora que possui um vasto cardápio de presas. Entre elas: insetos, roedores, anfíbios, aves, ovos e até serpentes. Sim, o jacu, ironicamente, é predador de cobras, mas neste caso, em específico, terminou predado por uma – se é que ela conseguiu engoli-lo.

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