Jornal Midiamax abordou a respeito do movimento na Internet à procura por doação de pratos para uma criança autista

Autismo não tem receita

Jornal Midiamax que os filhos, que completam 15 anos nesta quarta-feira (15), já passaram por várias situações parecidas com a do prato. Tanto é que um deles, o Thiago, esteve internado recentemente em São Paulo por sair da rotina de aulas escolares.

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Carolina e os filhos em Campo Grande (Foto: Arquivo Pessoal)

“Durante a pandemia, nós passamos por uma situação bem complicada porque ele tinha uma atividade de rotina que ele perdeu, ele ficou trancado em casa e começaram as autolesões, uso excessivo de eletrônicos e excesso de comida, aumentando, consequentemente, a medicação, o que levou o Thiago a uma internação”, recorda Carolina.

Por conta disso, recentemente a família tentou readaptar as atividades em casa, mas, por conta da rotina quebrada há quase dois anos, foi impossível o retorno até o momento. Assim, Carolina tenta adaptar o universo às funcionalidades dos filhos.

“No autismo não tem receita. Cada pessoa, familiar ou cuidador deve buscar profissional para auxiliar a não simbiose de atividades, pessoas ou objetos que eles têm ao longo do desenvolvimento. A rotina é importante, a comunicação é essencial, ainda que alternativamente seja por recursos diversos a fala, mas para que essas crises sejam evitadas”, afirma a jornalista.

Relembre: movimento da doação de prato

Uma tem se espalhado nas redes sociais nos últimos dias. O que começou como uma boa ação terminou com uma chance para golpistas espalharem mentiras. A mensagem já rodou o Brasil inteiro e acendeu alerta em Campo Grande sobre o impacto da disseminação de desinformações.

Tudo começou quando um anúncio curioso foi divulgado no na última quinta-feira (9). A mensagem se tratava de um pedido de pratos antigos para uma criança autista, acostumada a comer só em um desses. Segundo o anúncio, o prato havia quebrado e o menor não queria mais comer em Araçatuba, interior de São Paulo.

As pessoas se mobilizaram rapidamente na Internet pedindo endereços de envio por DM dando dicas de como achar os pratos, até que o objetivo foi atingido. No entanto, surgiram suspeitas.

Moradores de Campo Grande também receberam as mensagens no celular e isso acendeu alerta de golpe na Capital. De acordo com a Apae de Campo Grande, a instituição não publica demandas dessa forma nas redes sociais. “Esse tipo de campanha normalmente não é feita pela Apae”, informou a assessoria de imprensa. Assim, é importante ficar atento às iniciativas oficiais da instituição, que são divulgadas no site e redes sociais da Apae.

Esses e tantos outros exemplos mostram como as fake news assolam a população. Mas vale lembrar que o mesmo peso que carrega quem cria fake news, são aquelas que compartilham sem conferir informações. Fake news é uma via dupla de quem produz e de quem replica. Quando uma mentira amplamente disseminada ainda envolve a vida de uma família, fica o questionamento: onde as pessoas deixaram o respeito?

“Conhecer para compreender, acolher e desenvolver. Em se tratando do TEA, o conhecimento é uma das mais potentes armas que há para cuidar de quem está no espectro, reduzindo assim os desafios característicos do distúrbio e possibilitando ao autista uma melhor condição de vida, sem rótulos, sem estereótipos que possam limitar seu potencial enquanto ser humano”, conclui a terapeuta.