Evento segue neste domingo, no Círculo Militar

Continua neste domingo (22) a terceira edição da Parada Nerd, evento que reúne diversas atrações para o público geek, em . Maior do que as anteriores, a edição deste ano reune desde celebridades do YouTube a cosplayers, dubladores e quadrinistas. O MidiaMAIS esteve no evento no último sábado para conversar com os participantes e saber, afinal, o que é ser geek.

Uma das primeira conversas foi com Danilo Yonamine, um dos organizadores do evento. Ele contou que a ideia da parada Nerd veio da falta de espaço para o público geek na capital. “Lá para 2009, quando fizemos os primeiros eventos desse tipo, basicamente era sempre a mesma coisa que acontecia. Aí, pensamos: ‘temos que fazer um evento sobre cultura pop, mas também colocar novas tecnologias”, relata.

Ele ressalta que o evento não é focado em um único tipo de público. “Nossa proposta sempre foi trazer uma diversidade cultural bem grande, tem muitas tribos aqui dentro”. Entretanto, Danilo lamenta que o segmento recebe pouca atenção de patrocinadores. “Os empresários têm uma visão meio fechada. Eles ainda têm uma certa trava em querer investir”. O organizador também aponta que, em outros lugares, a abordagem e o interesse do empresariado costumam ser mais abertos, em relação a Mato Grosso do Sul. “Em São Paulo tem a Campus Party, tem o ComicCon, que movimentam milhões de reais. O pessoal tem uma visão mais aberta”.

A estudante Danila Benitez, 22, organizadora do evento e dona da página ‘Star Wars da Depressão', lembra que a parada Nerd tem crescido cada vez mais. “O evento deste ano, em comparação com os anos passados, cresceu bastante. A gente tem mais atrações, mais estandes, só tem crescido”. Ela também aponta que, com o crescimento do evento, pessoas que não se identificam com a cultura geek têm criado interesse em participar. “Com o crescimento, trazendo youtubers, acaba vindo mais gente que não é desse segmento. Nós estamos trazendo o Cauê Moura, por exemplo, e aí muita gente vai vir só por causa dele”.

Todas as tribos, todos os tipos

O estudante Uzias Santos Ferreira, que participou do evento como cosplayer, foi uma espécie de sucesso no local. Ele diz que tudo começou como brincadeira para agradar as crianças. “Queria fazer crianças rirem. Eu ia a festinhas, animava, aí comecei a aliar com o cosplay, que é algo que eu gostava de ver. Não parei mais”, afirma.

Já a quadrinista Ellie Irineu aproveitou o evento para divulgar seu trabalho, o gibi ‘Estranhos', que reúne diversas histórias reais de pessoas incompreendidas pela sociedade. “É um projeto que eu fiz, falei com várias pessoas e a partir do relato delas fui montando a história. Nos quadrinhos, tem muito desperdício, sempre as mesmas histórias de heróis. Acho que esta é uma forma de arte que merece uma abordagem mais séria”, conta.

Terceira edição da Parada Nerd reúne cosplayers, gamers e quadrinistas na capitalO analista de sistemas Marcos Severino, que também fazia cosplay no evento, diz que tudo começou por acidente. “Comecei em 2008. Eu estava num evento com uma espada, aí o segurança não queria que eu entrasse. Na época, o anime que mais fazia sucesso era o Bleach, então eu comecei a fazer de um personagem dele que usava uma espada, e assim pude entrar com ela em outros eventos, já que era cosplayer”.

A Parada Nerd continua neste domingo (22), no Círculo Militar de Campo Grande. Outras informações sobre o evento estão disponíveis no site www.paradanerd.com.br.

(Com supervisão de Guilherme Cavalcante)