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Projetos temáticos de arquitetura dão charme a casas noturnas de Campo Grande

Para arquiteto, sucesso dos projetos está na inspiração e nos estudos feitos ao longo da carreira

Midiamax Publicado em 24/02/2015, às 21h10

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Para arquiteto, sucesso dos projetos está na inspiração e nos estudos feitos ao longo da carreira

O arquiteto Luis Pedro Scalise já é conhecido por seus projetos ricos em detalhes. Ele, que há anos vem modificando o padrão das casas noturnas de Campo Grande, deve inaugurar o seu mais novo projeto. Contratado pelos empresários Flaviano Longo, Daniela Longo e Sergionho Longo, donos do Grupo Valley, o arquiteto é responsável pelo projeto e decoração da Valley Tai.

Quem é um pouco mais velho e frequentou a boate Pele Vermelha se lembra da decoração e principalmente do avião que era suspenso no teto. A casa tinha a decoração que lembrava uma selva e vários níveis. Após o Pele Vermelha ,o arquiteto fez o projeto da boate Século XV, da Valley Pub, em seguida a Valley Acoustic Bar, o restaurante Safari Burguer, o bar mexicano Coronas Pub e agora a Valley Tai.

Todos os empreendimentos tiveram uma temática, seja em relação ao estilo country, a savana africana, ao México ou então a Tailândia, país asiático. Para o arquiteto o sucesso dos projetos está na inspiração e nos estudos feitos ao longo da carreira. “Eu vou conversando (com o cliente) e fazendo o projeto. Não sei se por causa das viagens que eu faço, de tudo que eu leio ou até mesmo um dom divino. Eu sempre vou fazendo o projeto na hora e é muito difícil de mudar ao longo da obra”, declarou.

Para a decoração da nova casa, Scalise conta que viajou duas vezes à Tailândia, mas que apenas para trazer objetos de decoração que não se encontra facilmente no Brasil. “Quando comecei a pensar no projeto com os donos, passaram vários países, como: Polinésia, Indonésia e depois veio a Tailândia. Fiz o projeto na hora e depois fui ao País para comprar alguns objetos”.

Scalise afirma que ao realizar projeto temático ele busca mexer com todos os sentidos do ser humano. “A pessoa quando entra e vem conhecer um ambiente desse tem que mexer com os sentidos. Mexer com o tato, olfato, visão, audição e paladar. Se transportar realmente para outro lugar”.

Para os empresários e donos de três casas decoradas por Scalise a confiança é o principal ingrediente para que tudo dê certo. “Ele vem e fala com a gente e vamos aprovando tudo, às vezes damos ideia e ele explica que a nossa referência é de outro País. Até mesmo o Buda, cada jeito que a mão está significa alguma coisa diferente”, explicou Daniela.

Os irmãos adiantam que a casa vai abrir apenas uma vez na semana e que a ideia não é fazer shows como nas outras, mas sim um ambiente sofisticado com diversas opções de bebidas e comidas. “O DJ não será a atração principal, a casa tem capacidade para 500 pessoas,mas não é uma boate igual às outras”, declarou Serginho.

Com poucas opções de lazer, investir muito em outra casa noturna em Campo Grande não foi um desafio, mas uma confiança dos empresários que acumulam um público diário de 350 pessoas na Pub, 750 na Acoustic e mais 500 pessoas com a inauguração da Tai.

Para Flaviano, além da decoração a Valley Tai vai consagrar um público que está um pouco carente. “A música será eletrônica, mas não será uma festa. Será um ambiente tranquilo, com área interna e externa que se comunicam, não vai ficar dividido”, concluiu Flaviano. 

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