Sindijus não descarta greve caso contraproposta salarial seja rejeitada

Contraproposta deve beneficiar 4.200 trabalhadores em todo o Estado

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Contraproposta deve beneficiar 4.200 trabalhadores em todo o Estado

O presidente do Sindijus-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul), Fabiano Reis de Oliveira, não descarta a possibilidade de paralisação caso o TJ/MS (Tribunal de Justiça do Estado) não atenda às reivindicações da categoria especificadas em um documento protocolado nessa quinta-feira (19).

O TJ ofereceu 7% de reajuste linear no vencimento dos servidores efetivos; 16,66% de reajuste no auxílio alimentação (100 reais de acréscimo); Abono de R$ 200 a todos os servidores incidindo no vencimento, a ser incorporado definitivamente a remuneração no exercício seguinte.

Em contraproposta, o Sindijus solicita aumento no auxílio alimentação de R$ 600 para R$ 700 a partir de abril. Com um segundo reajuste, de R$ 700 para R$ 800 em julho; Criação de Abono Salarial no valor de R$ 300, a partir de 1º de março, com incorporação em janeiro de 2016; Plano de Recuperação Salarial, que consiste na aplicação de 8% de aumento linear a todos os cargos efetivos em agosto de 2015, entre outras reivindicações.

As negociações começaram em fevereiro e até o momento não houve acordo entre as partes. De acordo com o presidente do Sindijus, os trabalhadores recebem o segundo pior salário pago à categoria no país.   Ele afirma que mesmo diante da situação, o Sindicato está aberto a negociações. “Antes vamos esgotar todas as possibilidades”, garante.

Segundo o vice-presidente do Sindijus, Leonardo Lacerda, a paralisação é vista como última alternativa a ser adotada pela categoria. “O Estado de greve é uma manifestação pública da insatisfação da classe. Caso o TJ se mantenha intransigente, vamos nos unir e planejar a paralisação para que seja algo muito maior que os anos anteriores”, destaca.

Lacerda ressalta que o objetivo é mostrar a importância dos servidores no poder judiciário. “Não queremos prejudicar a população, pelo contrário, queremos que o TJ preste o melhor serviço à sociedade e para isso o trabalhador deve ser bem remunerado”, justifica.

O TJMS tem dez dias, contados a partir de ontem, para apreciação. A resposta deve ser repassada aos servidores, para que possam analisar. Caso a contraproposta não seja aceita, a categoria deve discutir a possibilidade de paralisação que representa 4.200 trabalhadores, entre ativos e aposentados, em todo o Estado.

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