Denunciado pelo Midiamax o atendimento do idoso Valdomiro Lima não é visto como um problema pela Secretaria Municipal de Saúde. O paciente deu entrada no UBS Copavila às 07h15 da segunda-feira e só conseguiu transferência para a Santa Casa na Madrugada, mais de 14 horas depois. A família reclama que o Hospital Regional seria o melhor local para o tratamento do homem de 71 anos.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) Valdomiro não deu entrada no posto de saúde com estado grave, ao contrário do que a família defende. A Prefeitura defende ainda que a demora para o encaminhamento do idoso a uma internação acontece por falta de vagas nos hospitais, fator dificultado ainda mais pelo sistema de triagem que privilegia o trânsito de pacientes por escala de gravidade.

O prontuário de atendimento não diagnosticou como AVC (Acidente Vascular Cerebral) a patologia de Valdomiro, uma vez que ele se manteve o tempo todo consciente e acompanhado de familiares, conforme a assessoria da Sesau. O relatório médico informa ainda que o paciente possui um histórico de hipertensão e diabetes, o que teria influenciado no medo da família de que os sintomas demonstrados fossem de AVC

O caso é acompanhado de perto pelo presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (Avem-MS), Valdemar Morais de Souza, que foi chamado pela família para ver o atendimento dispensado ao idoso com AVC. O dirigente compatilha da opinião de familiares do paciente de que o Hospital Regional seria o local mais adequado para a transferência.

“Com certeza há uma falta de gerência na Central de Vagas já que além da demora enviaram o Valdomiro para a Santa Casa, sendo que a transferência deveria ocorrer para o Hospital Regional. Ele foi levado para a Santa Casa onde terá que esperar por uma nova transferência. Um completo absurdo”, afirmou o presidente da Avem-MS.