Jihadistas do grupo Estado Islâmico executaram 270 pessoas durante a invasão de um campo de gás na Síria e apedrejaram duas mulheres, denunciou neste sábado o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), num dos confrontos mais violentos entre o grupo dissidente da al-Qaeda e as tropas do presidente sírio Bashar al-Assad.

– Trata-se da operação mais mortífera realizada pelo Estado Islâmico desde o nascimento do grupo no ano passado – disse o grupo de monitoramento com sede no Reino Unido, em referência ao ataque que aconteceu na última quinta-feira no campo de gás de Chaer. – A maioria foi executada por disparos depois de ter sido presa após a entrada dos extremistas no local – afirmou o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman.

Os jihadistas lutam contra os rebeldes, que por sua vez, tentam há três anos derrubar o regime do ditador Bashar al-Assad. O grupo, que controla grandes áreas na Síria e no Iraque, anunciou no final de junho a criação de um califado islâmico e é acusado de cometer atrocidades nos territórios que controla, como crucificações e execuções sumárias.

Na sexta-feira, as forças do regime chegaram ao local e recuperou o controle no sábado, mas ainda havia muita luta no entorno, de acordo com a OSDH. A contraofensiva provocou a morte de pelo menos 11 membros do Estado Islâmico e 11 soldados e muitos feridos foram levados para o hospital em Homs.

Chaer está localizado em uma região desértica na província de Homs, onde há campos de petróleo e gás.