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Facebook faz piada com estudo que prevê esvaziamento da rede

O Facebook “brincou” nesta quinta-feira (23) com um recente estudo da Universidade Princeton que prevê um futuro negro para a rede social nos próximos quatro anos e respondeu com um relatório improvisado que concluiu que o prestigiado centro universitário ficará sem estudantes em 2021. Uma tese elaborada por dois estudantes de doutorado de Princeton afirmando […]

Arquivo Publicado em 24/01/2014, às 15h48

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O Facebook “brincou” nesta quinta-feira (23) com um recente estudo da Universidade Princeton que prevê um futuro negro para a rede social nos próximos quatro anos e respondeu com um relatório improvisado que concluiu que o prestigiado centro universitário ficará sem estudantes em 2021.

Uma tese elaborada por dois estudantes de doutorado de Princeton afirmando que a rede social perderá 80% de seus usuários até 2017 foi divulgada também na quinta chamou a atenção na internet e surpreendeu o Facebook, que qualificou o trabalho como “sem sentido”.

No dia seguinte, os especialistas em análise de dados do Facebook, “intrigados com o prognóstico” de sua empresa feito pelos doutorandos, elaboraram um relatório sobre a universidade utilizando “a mesma metodologia” dos pesquisadores em seu “modelo epidemiológico modificado para descrever as dinâmicas da atividade do usuário de redes sociais online”.

O texto de Princeton estabelece uma analogia entre a curva de adoção, ascensão e queda das redes sociais com as doenças infecciosas, e baseia seus prognósticos em tendências extraídas de “dados públicos de buscas realizadas no Google”.

“Extrapolando o modelo que melhor se encaixa com o futuro, sugere-se que o Facebook atravessará um rápido declínio nos próximos anos e perderá um 80% de seu pico de usuários entre 2015 e 2017”.

Em sua resposta à universidade, a rede social afirmou que Princeton tem menos cliques no botão “curtir” do Facebook do que Harvard e Yale. Também afirmou que diminuiu a quantidade de suas publicações desde o ano 2000 e constatou que o número de buscas no Google Scholar –que reúne artigos acadêmicos– sobre Princeton também caiu.

Usando “o mesmo princípio” do relatório de Princeton, o Facebook estabeleceu uma correlação entre as inscrições de estudantes em uma instituição e a quantidade de buscas sobre ela no Google.

“Esta tendência sugere que Princeton terá só a metade de suas matrículas atuais em 2018 e, em 2021, não terá alunos”, diz o relatório do Facebook.

Mas a piada ainda foi além.

“Enquanto estamos preocupados com a Universidade de Princeton, nós estamos ainda mais preocupados com o destino do planeta. As pesquisas no Google do termo ‘ar’ também caíram de forma contínua e nossas projeções mostram que para o ano de 2060 não haverá mais ar”, afirmou o “estudo” do Facebook.

Seus autores quiseram “lembrar, de forma divertida, que nem todas as pesquisas são iguais e que alguns métodos de análise levam a conclusões muito equivocadas”.

Jornal Midiamax