Em um ano de relacionamento, adolescente mantida em cárcere morou em quatro casas

Período foi marcado por descoberta de identidade falsa, desentendimento com a sogra, despejo de edícula por falta de pagamento e abrigo sob o teto da primeira mulher do jardineiro junto com seus filhos
| 21/08/2014
- 00:54
Em um ano de relacionamento, adolescente mantida em cárcere morou em quatro casas

Período foi marcado por descoberta de identidade falsa, desentendimento com a sogra, despejo de edícula por falta de pagamento e abrigo sob o teto da primeira mulher do jardineiro junto com seus filhos

Durou pouco mais de um ano o relacionamento entre a adolescente de 17 anos e o jardineiro, Dirceu Benites, de 40 anos, suspeito de manter a jovem em cárcere privado, junto com o filho do casal, um bebê de cinco meses. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente) a adolescente passou por quatro casas neste período, até pedir ajuda descrevendo a situação em que vivia no verso de uma receita médica.

A adolescente prestou novo depoimento nesta quarta-feira e forneceu mais detalhes de como teria sido mantida em cárcere pelo companheiro. Segundo o delegado, após o caso vir à tona, os policiais foram até uma edícula em que a jovem morou com Dirceu e realizaram perícia no local.

Foram encontradas roupas da jovem, do bebê e até o teste de gravidez dela. A porta dos fundos havia sido soldada por um antigo morador e havia dois cadeados na porta. As informações servirão para a polícia confirmar se a jovem era aprisionada pelo companheiro.  O local é uma edícula nos fundos de outra residência.

Conforme o delegado, o casal morou em quatro casas. Após começar o relacionamento, quando ele ainda utilizava um nome falso, eles moraram na casa da mãe de Dirceu. Eles ficaram por 40 dias com a sogra e foi quando a adolescente descobriu que ele era casado.

Por conta de desentendimentos com a sogra, o casal foi morar no Bairro Guanandi, onde ficaram por pouco tempo, até se mudarem para a edícula, que passou por perícia. Este foi o local onde eles residiram por mais tempo e por falta de pagamento, a água e a luz foram cortadas.

O casal mudou novamente, e desta vez, foram morar com a primeira mulher do jardineiro e os filhos deles. O caso só foi descoberto, após a adolescente pedir ajuda em um a farmácia. Os policiais foram até a casa indicada no pedido de socorro e a mulher de Dirceu negou que a garota estivesse em casa. Um dos policiais olhou pelo muro do vizinho e viu que a adolescente estava em um dos quartos com o bebê.

Agora, o delegado vai investigar a participação da mulher de Dirceu no caso, por que a adolescente não pediu ajuda, se a edícula onde residiu ficava nos fundos de outra residência.  A adolescente disse não ter pedido ajuda, por medo, já que tinha sofrido ameaças e tinha esperanças de que companheiro mudasse.

Cárcere

A vítima relatou à polícia que em pouco tempo de namoro com Dirceu, ela já ficou grávida. Demonstrando afeto, ele convenceu a vítima de parar de trabalhar e a levou para morar na casa da mãe. Posteriormente, ela descobriu que ele era caso e usava um nome falso e ele a levou morar com a mulher e os filhos.

O pedido de ajuda foi feito pela adolescente quando foi ela foi à farmácia comprar absorventes e deixou uma mensagem em uma receita médica. Como a garota saia de casa sempre acompanhada de Dirceu, será apurado se realmente se trata de um caso de cárcere privado ou de constrangimento ilegal.

As famílias do suspeito e da adolescente foram intimadas e devem prestar depoimento à polícia.

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