Coletivo quer escola em Campo Grande que usa brincadeiras para ensinar

Para os adultos, o trabalho é a atividade mais importante do dia a dia. Já para a criança, ao contrário do que muitos pensam, o brincar é o momento primordial da rotina. Pular corda, brincar de esconde-esconde, de pega-pega, de bola, de cabra-cega, subir em árvores, brincar de casinha, de boneca, são vivências fundamentais para […]
| 15/08/2014
- 15:11
Coletivo quer escola em Campo Grande que usa brincadeiras para ensinar

Para os adultos, o trabalho é a atividade mais importante do dia a dia. Já para a criança, ao contrário do que muitos pensam, o brincar é o momento primordial da rotina. Pular corda, brincar de esconde-esconde, de pega-pega, de bola, de cabra-cega, subir em árvores, brincar de casinha, de boneca, são vivências fundamentais para o desenvolvimento infantil.

Todas as brincadeiras citadas não só trazem alegria às crianças, como também auxiliam na aprendizagem do domínio corporal. E é exatamente nesse conceito que a pedagogia Waldorf é embasada. O método de ensino une ciência, arte e espiritualidade.

Estudiosa do assunto, e integrante de um coletivo que pretende montar a primeira escola de Campo Grande, que segue as diretrizes da Federação Brasileira das Escolas Waldorf, Fernanda Leite, de 35 anos, esclarece que no método de ensino a criança aprende o conhecimento cientifico, mas também trabalha o sentimento. “Entendemos que é preciso aprender e apreender ciência. Mas sem deixar de lado a espiritualidade. O ensino na pedagogia Waldorf é afinado para trabalhar a percepção da criança”, diz.

Como exemplo diz que além das matérias do currículo normal de ensino, que são trabalhadas de forma diferente, o aluno vai ter contato com atividades que estimule o sentir e a criatividade. “No método waldorfiano as atividades artísticas, corpóreas, musicais e artesanais são muito importantes. Entendemos que a criança também aprende com o fazer e o sentir”, enfatiza.

Sempre respeitando a individualidade de cada um, o educador waldorfiano se baseia no temperamento de cada uma delas para fazer este aprendizado. Os temperamentos são 4: colérico, melancólico, sanguíneo e fleumático. “A criança sanguínea é mais alegre, prestativa, mas começa as coisas e não termina. O colérico é mais agressivo, corajo, o líder nato, até a pisada é mais forte. O melancólico é mais quieto pensativo e o fleumático mais tranquilo, diplomático”, diz Fernanda.

Primeira escola

A primeira escola que utilizará a pedagogia Waldorf em Campo Grande deve entrar em funcionamento em 2015. Fernanda conta que ela e outras estudiosas e mães integram o Coletivo Waldorf Campo Grande, que tem como objetivo montar a escola.

Inicialmente, estamos procurando um espaço para construir a escola e parceiros para realizar o sonho. “Montamos o coletivo e estamos divulgando. Se juntarmos o número necessário de alunos e parceiros para construir este sonho em 2015 abrimos a primeira turma”, conta.

A ideia, diz, é primeiro formar uma turma de jardim de infância, caso tenham alunos para outras turmas, já montar também. “Pensamos em fazer essa primeira turma para a criança crescer com a gente. Mas se houver alunos para outras turmas vão abrir também”, conta.

Coletivo Waldorf Campo Grande

O coletivo é formado por estudiosos e mães que se interessam pelo método de ensino. Eles estão se reunindo constantemente no Parque das Nações Indígenas para debates e construção do Plano de Criação do Jardim/ Escola Waldorf de Campo Grande.

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