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Cineasta George Lucas procura local para construir museu com seu acervo

O diretor de cinema George Lucas procura um lugar para construir um museu que abrigue sua coleção particular de obras de arte e artigos cinematográficos, um projeto que o cineasta está disposto a pagar do próprio bolso e é disputado por San Francisco, Los Angeles e Chicago. O complexo, batizado Lucas Cultural Arts Museum, quer […]

Arquivo Publicado em 20/06/2014, às 14h06

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O diretor de cinema George Lucas procura um lugar para construir um museu que abrigue sua coleção particular de obras de arte e artigos cinematográficos, um projeto que o cineasta está disposto a pagar do próprio bolso e é disputado por San Francisco, Los Angeles e Chicago.


O complexo, batizado Lucas Cultural Arts Museum, quer ser uma referência mundial da narrativa visual, desde as tradicionais ilustrações até a cinematografia clássica e sua evolução na era digital.


Em suas salas ocupará um lugar destacado o universo da saga “Guerra nas Estrelas”, onde será exibido a vestimenta completa do vilão Darth Vader, uma maquete da nave Millenium Falcon e o “landspeeder” de Luke Skywalker em tamanho real.


“Não existe um museu como este”, assegurou Lucas em sua proposta final a The Presidio Trust, agência federal criada para tramitar a antiga fortificação espanhola chamada Presidio, um enclave em San Francisco com vista para o Golden Gate onde o pai de “Guerra nas Estrelas” sonhava construir sua instalação.


O desejo de Lucas foi barrado em fevereiro quando The Presidio Trust rejeitou o projeto por considerar que não era apropriado para esse entorno e, embora tenha oferecido uma alternativa, o contratempo foi suficiente para que o diretor começasse a estudar outras opções.


Apareceu em cena Chicago, cidade da mulher de George Lucas, Mellody Hobson, cujo prefeito Rahm Emanuel juntou um grupo de analistas para encontrar com urgência um destino atraente para o prédio.


Esse local, no caso, é um terreno de 17 acres na margem do lago Michigan que acabou por transformar Chicago em um “adversário muito sério” nessa luta, segundo o porta-voz do museu.


Mas San Francisco não ficou de braços cruzados. A prefeitura buscou um espaço propício perto do Embarcadero, zona turística de píeres na baía, e se buscou o apoio de líderes da comunidade para que o projeto não escapasse de suas mãos.


“Estamos comprometidos para sermos parceiros durante todo o processo, desde a questão meio ambiental até a construção e a abertura”, disse o prefeito Ed Lee em carta que enviou a Lucas.


Lee colocou um cartaz na entrada da Prefeitura no qual se lia: “George Lucas, por favor construa seu museu em San Francisco para que o mundo o desfrute”.


Eric Garcetti, seu colega em Los Angeles, já havia orquestrado sua própria campanha para conseguir que o criador de “Indiana Jones” olhasse para o sul da Califórnia.


Garcetti também enviou uma carta e ofereceu o espaço que ocupa o recinto poliesportivo Los Angeles Memorial Sports Arena, junto ao Coliseum (o estádio Olímpico), e a Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde Lucas estudou cinema.


A prefeitura também convidou os moradores locais a usarem as redes sociais para expor seus razões pelas quais acreditam que o museu estaria melhor em Los Angeles, para o que se propôs a “hashtag” “#WhyLucasInLA”.


No Twitter começaram a proliferar filmes de personagens de “Guerra nas Estrelas” em Hollywood, na praia, e se gerou o cruzamento de mensagens entre moradores nas cidades aspirantes.


“San Francisco pensa que é boa demais para você e Chicago se parece com Hoth (planeta gelado em “Star Wars”)” disse um usuário, enquanto outro assegurou que o museu tinha que ir para Chicago para que a esposa do artista ficasse feliz.


O projeto inicial previsto para San Francisco foi orçado em US$ 300 milhões, um investimento que ficaria a cargo de George Lucas, que, além disso, doaria ao morrer US$ 400 milhões para garantir que a instalação pudesse continuar em funcionamento.


A coleção de George Lucas, cujo valor estimado é de US$ 1 bilhão, fez parte já de exposições itinerantes que durante os últimos 15 anos passaram por 69 cidades e recebeu mais de 10 milhões de visitantes.


Além dos elementos de “Guerra nas Estrelas”, no catálogo do museu estão desenhos originais de contos como “Alice no País das Maravilhas” (1864) e “Chapeuzinho Vermelho” (1911), ilustrações digitais como “Flamengo” (2011) de Francisco José Albert Albusac, e elementos do uso das técnicas visuais na cinematografia moderna.


Está previsto que George Lucas se pronuncie sobre o local de seu museu durante o verão no hemisfério norte.

Jornal Midiamax