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Secretário aguarda laudo técnico da Central do Cidadão de Campo Grande

O secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação de Campo Grande, Semy Ferraz, afirmou que aguarda parecer técnico de um grupo de engenheiros sobre as condições do Centro de Atendimento ao Cidadão, prédio que registrou abalos neste mês. O secretário não afastou a hipótese de interdição do prédio, caso o parecer demonstre que existe risco real […]

Arquivo Publicado em 24/01/2013, às 21h17

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O secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação de Campo Grande, Semy Ferraz, afirmou que aguarda parecer técnico de um grupo de engenheiros sobre as condições do Centro de Atendimento ao Cidadão, prédio que registrou abalos neste mês.

O secretário não afastou a hipótese de interdição do prédio, caso o parecer demonstre que existe risco real da estrutura ceder. A informação foi repassada durante encontro no MPT (Ministério Público do Trabalho), que tratou da situação dos catadores do lixão.

Semy relatou que o prédio passou por pequenas reformas no fim de 2012, e essa nova análise técnica vai apontar a necessidade, ou não, de outras intervenções da administração municipal.

A Central de Atendimento ao Cidadão concentra a maior parte dos serviços oferecidos pela prefeitura aos moradores da Capital, e registrou incidentes durante este mês, que deixaram servidores e contribuintes preocupados.

Parte da cobertura de gesso teria cedido e um cadeirante chegou a ser atingido por detritos que se soltaram em um dos banheiros, segundo Semy.

Empreiteira do tapa-buraco

O prédio tem mais de 4,4 mil metros quadrados de área construída e foi entregue pela empreiteira Stenge em novembro de 2007.

A construtora manteve vários contratos com Prefeitura Municipal de Campo Grande durante a gestão de Nelson Trad Filho para prestar serviços de tapa-buracos e o fornecimento de CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente).

Os trabalhos das operações tapa-buracos chegaram a ser questionados em vários bairros da capital.

A obra foi custeada com recursos do Programa Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal. O projeto arquitetônico, de Gil Carlos de Camillo, possui uma das faces inclinada e coberta com telhas metálicas para dar a impressão de que o prédio “brota do chão”.

Apesar de recente, o prédio teria registro de movimentações estruturais constantes, segundo servidores que trabalham no local.

Funcionários municipais teriam relatado ao secretário que são comuns episódios envolvendo movimentações na estrutura, como a quebra inexplicável de vidraças e desprendimento de partes como o forro de gesso.

Jornal Midiamax