Com denúncias pela imprensa e pela CPI do Calote de que o sistema Gisa, contratado pela gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), não funciona, foi mais uma questão que abalou o nome do PMDB para a disputa de 2014, ao Governo do Estado.

Mas para o presidente regional do PMDB, deputado estadual Junior Mochi, o desgaste só vai de fato existir quando uma perícia comprovar falhas no Sistema Gisa, que dentre outras coisas deveria marcar consultas por telefone, fato que reportagens do Midiamax comprovaram que há falhas.

“A candidatura do Nelsinho está certa e não tem mais volta na avaliação do partido. Quanto ao sistema é preciso comprovar que o valor foi pago e não foi feito, mas não há isso”, afirmou o presidente.

Mochi ainda disse que o consórcio responsável pelo sistema, a Telemidia Tecnology, enviou três ofícios para a gestão do prefeito Alcides Bernal (PP) cobrando continuidade na instalação do Gisa, mas que até hoje não foram respondidos.

“Parece até que eles [equipe do Bernal] não estão querendo implantar o sistema para isso acontecer, mostrar que há falhas. Mas há um entender que as pessoas que estavam à frente desse projeto pela prefeitura foram mandadas embora e por isso não deu continuidade”, alegou Mochi.

Segundo o presidente, se houve irregularidades também houve conveniência do Ministério da Saúde em emitir o laudo que autorizou o sistema e que o Ministério Público Estadual até possa ver irregularidades, mas só uma perícia técnica irá comprovar se houve delito.

“Tirando isso vamos trabalhar para que o partido tenha uma voz só. Eu tenho conversado com as lideranças que defendem coligação, mas mais tardar fevereiro quero colocar em prática a união. Partido que quer ter força e competitividade tem que ter a mesma opinião”, ressaltou.

Por enquanto o PMDB conta com Nelsinho no Governo, a vice-governadora Simone Tebet para o Senado e o cargo de vice-governador para 2014 ainda está em aberto.