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UFGD enfrenta impasse para construir Hospital da Mulher e da Criança

Mesmo com dinheiro na conta há 5 meses a Universidade Federal da Grande Dourados não tem data definida para começar a construção do IMC

Arquivo Publicado em 19/11/2012, às 13h05 - Atualizado em 18/07/2020, às 00h36

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Mesmo com dinheiro na conta há 5 meses a Universidade Federal da Grande Dourados não tem data definida para começar a construção do IMC

As obras do Instituto da Mulher e da Criança (IMC) de Dourados já deveriam estar em fase de andamento, mas até agora não saíram do papel. O dinheiro já está na conta da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), há cinco meses, no entanto não há prazo para iniciar a construção. Haveria um impasse entre a Universidade e a empresa que vai realizar as obras.


Em junho deste ano o Ministério da Saúde liberou R$ 12,9 milhões para construção Instituto, que será o hospital modelo para atendimentos de mulheres e crianças de toda a região da Grande Dourados com serviços nas áreas de ginecologia, obstetrícia pediatria e neonatalogia. Pelo projeto, o IMC será construído ao lado do Hospital Universitário (HU). O processo de licitação da obra já está concluído e a empresa que irá construir o novo hospital também já está definida.


As obras não iniciaram em razão de um aditivo que a construtora exige da UFGD. Como até agora não foi pago, não saiu do papel. “Não tem prazo definido para o início das obras, mas acredito que amanhã poderemos ter alguma novidade”, disse Wedson Desidério, diretor geral do HU e vice-reitor da UFGD.


Além dos R$ 12,9 milhões já destinados pelo governo federal, a UFGD dará uma contrapartida de R$ 6 milhões, totalizando investimentos de R$ 18,9 milhões. O problema é que esses valores foram licitados há mais de um ano e conforme o tempo passa o preço da obra encarece, podendo requerer mais dinheiro. Se isso acontecer o início da construção atrasará mais ainda, pois para garantir novos recursos quase tudo voltaria à estaca zero.


O Instituto da Mulher e da Criança é considerado uma obra emblemática a Dourados e poderá desafogar parte do caos instalado na saúde pública. Hoje com corredores lotados, o Hospital da Vida não consegue atender a demanda de pacientes e o HU, unidade responsável pelos setores de ginecologia e obstetrícia, também atende no limite. Ambos são referência ao SUS para 35 municípios da região, que diuturnamente encaminham pacientes para Dourados.


Novo Hospital


A unidade de saúde terá um edifício com 8,7 mil metros construídos, de cinco andares, com subsolo e mais quatro pavimentos com consultórios de ginecologia e obstetrícia, banco de leite, consultórios de pediatria, Pronto Atendimento Pediátrico (PAP) e salas das residências. No 1º andar do edifício terá quatro salas cirúrgicas para partos e outras seis para parto normal. Já no 2º pavimento serão 19 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e 12 leitos para CTI Neonatal.


O 3º andar contará com 21 quartos (dois leitos por quarto) de enfermaria e os últimos pavimentos concentrarão 16 quartos (dois leitos por quarto) de internação pediátrica.


Os recursos para a obra, garantidos pelo deputado Geraldo Resende (PMDB), vinham sendo mobilizados desde agosto de 2009. A proposta é a de implantar uma estrutura que além de funcionar como local de aprendizado para os estudantes do curso de Medicina da UFGD será unidade de referência para atendimento na área de saúde para mulheres e crianças de toda a aregião da grande Dourados.

Jornal Midiamax