Autoridades de trânsito já confirmaram necessidade de viaduto, mas vereadores acusam construtora de ‘segurar’ a obra para não prejudicar venda de apartamentos em prédio que está construindo no local.

Servidores do Parque dos Poderes reclamam do grande congestionamento que se forma na rotatória entre a Avenida Via Park e a Mato Grosso, principalmente nos horários de deslocamento dos trabalhadores para casa e vice-versa.

 

O local já passou por uma intervenção da prefeitura, quando foram construídas duas alças, mas as alternativas de percurso não surtiram efeito e os motoristas que necessitam seguir pela Avenida Mato Grosso se irritam com o tempo de espera.

 

Para a servidora Glaucia Jandre, de 32 anos, a situação está muito complicada. “Para eu poder trabalhar, preciso me planejar antes, geralmente saio 15 minutos mais cedo para chegar ao meu trabalho, porque se eu sair depois eu fico presa no congestionamento”, explica.

 

Glaucia diz que o fluxo de veículos começou a aumentar principalmente no último um ano e meio. “Creio que o crescimento da cidade tenha influenciado. Trabalho a seis anos na região e vejo que o fluxo só tem aumentado”, diz.

 

A servidora Fatima Bahd, de 54 anos, disse que chegou a mudar o caminho para chegar ao Parque dos Poderes. “Mudei porque na época que eu passava por ali já era complicado. Hoje eu sigo pela Antônio Maria Coelho por causa do sinal e fica mais fácil de trafegar”. 

Interesses

O vereador Paulo Pedra (PDT) defendeu a criação de um viaduto na rotatória na manhã desta terça-feira (9) durante pronunciamento na Câmara Municipal. “Na hora do ‘hush’ fica uma situação insuportável, necessitamos de uma solução”.

 

Para Athayde Nery (PPS) não existe o viaduto pois a Plaenge não quer. “Vamos sufocar a população da cidade em um caos no trânsito porque a Plaenge não quer prejudicar a visão das suas torres e atrapalhar as vendas?”, questionou.

 

Paulo Pedra declarou que muitos servidores o procuraram para reclamar da situação e que o projeto ainda vai passar por analise da prefeitura. Não há informações sobre quanto à obra deve custar aos cofres públicos.