Depois de uma tarde de reuniões hoje (18), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou a votação de uma resolução que propõe novas sanções à Síria. O texto está sendo elaborado pelo governo do Reino Unido e será apresentado amanhã (19) aos representantes do Brasil. O Itamaraty informou que será uma reunião informal e que não é possível antecipar a posição do governo brasileiro sobre a proposta britânica.

Os integrantes do conselho aprovaram ainda o envio de uma missão humanitária do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU à Síria, que deverá chegar ao país no próximo sábado (20). A iniciativa obteve a autorização do presidente sírio, Bashar Al Assad.

Durante a reunião desta tarde, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, reiterou as suspeitas que há indícios de crime de guerra na Síria e que a violência no país atingiu níveis de excessos. As organizações não governamentais informam que os cinco meses de conflito nas cidades sírias deixaram saldo de 1,7 mil mortos e milhares de detidos.

De acordo com relatos dos presentes à reunião, os esforços do Brasil, da Índia, Rússia e África do Sul, que formam o Ibas, na tentativa de buscar um acordo para encerrar o impasse foi válida.

As negociações do Ibas, segundo membros do Conselho de Segurança, motivaram a declaração presidencial emitida no começo do mês exigindo providências do governo Assad para o fim da violência e a adoção de atitudes democráticas.

A reunião do Conselho de Segurança ocorreu no mesmo momento que os Estados Unidos, a Alemanha, França, o Reino Unido e os demais integrantes da União Europeia defendem a saída do presidente da Síria. O governo dos Estados Unidos anunciou, inclusive, a adoção de sanções individuais envolvendo o comércio de petróleo e negociações financeiras e econômicas entre sírios e norte-americanos.