O anúncio de que os carrinhos de lanche da avenida Afonso Pena, no centro de Campo Grande, serão transferidos para um ‘lanchódromo’ já em construção no Horto Florestal divide opiniões.

O anúncio de que os carrinhos de lanche da avenida Afonso Pena, no centro de Campo Grande, serão transferidos para um ‘lanchódromo’ já em construção no Horto Florestal divide opiniões. Entre os moradores da Vila Sargento Amaral, vizinhos do Parque, a maioria achou a ideia boa.

O ‘lanchódromo’ será instalado na antiga pista de bicicross, no cruzamento da avenida Fernando Correia da Costa com a rua Anhanduí. Os ‘dogueiros’, como são chamados os comerciantes que há quase uma década ocupam os canteiros da Avenida Afonso Pena na região conhecida como Pedra, dizem que terão estrutura com banheiros e saneamento.

A decisão de retirar os vinte e dois trailers de lanches da avenida Afonso Pena foi anunciada oficialmente na última segunda-feira (8), durante reunião entre a Amval (Associação Municipal dos Vendedores de Lanches), prefeito Nelsinho Trad, Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e Sebrae.

Imediatamente, houve reação. O Formads (Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) divulgou nota à imprensa questionando os impactos ambientais da medida. A entidade acredita que a população, principalmente os moradores da região devem ser melhor consultados.

A necessidade de retirar os carrinho de lanche surgiu com o projeto de recapeamento da avenida Afonso Pena, principal via de Campo Grande.

Segundo o presidente da Amval, Emerson Nascimento, a prefeitura quer a ativação do local ainda nesse ano. Os morros da antiga pista de bicicross já foram retirados e, no primeiro momento, serão implantados banheiros, colocação de brita e cercamento do local. Para essa primeira etapa, alguns “dogueiros”, terão de melhorar a estrutura dos trailers.

Já na segunda etapa, será analisado um projeto de quiosques padronizados. “O prefeito falou que não dará nada de graça e que tudo será subsidiado”, disse Emerson. A segurança e o projeto deverão ser financiados pelos próprios vendedores.

O apoio da prefeitura será na implantação da ligação de esgoto, elétrica e instalação dos banheiros. Em contrapartida, os comerciantes vão regulalizar as atividades, saindo da informalidade e pagando impostos.

Moradores divididos

Entre os vizinhos do novo ‘lanchódromo’, as opiniões se dividem. “Não deveria vir não, isso aqui no final de semana vai virar uma bagunça”, disse o aposentado João Ferreira Fraga, 78, morador do bairro Vila Sargento Amaral há 34 anos.

Já a donda-de-casa Marilene Rocha Martins, 42, moradora do bairro há 30 anos, aprova a utilização do espaço. “Acho bom, a pista está desativada, esse pedaço é escuro à noite e já teve assaltos aqui, acho que vai melhorar”, comentou.

“Se não for ter ruído e nem bagunça acho que não tem problema”, argumentou Analice Ferreira Borges, 67, que mora na localidade há 16 anos.