O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, de 83 anos, volta hoje (14) a ser julgado em um tribunal na capital egípcia, Cairo. Ele é acusado de ser responsável por agressões e mortes ocorridas durante a onda de protestos que levou à sua renúncia em 11 de fevereiro. O julgamento é realizado sob forte esquema de segurança em decorrência de manifestantes contrários e favoráveis a Mubarak.

No último dia 3, Mubarak esteve no mesmo tribunal e declarou-se inocente. Na ocasião, ele prestou depoimento deitado em uma cama. Segundo seus médicos, está com a saúde frágil por causa de um câncer e depois de sofrer uma parada cardíaca. O Tribunal Penal do Cairo suspendeu o julgamento, que será retomado hoje.

De acordo com autoridades egípcias, Mubarak pode ser punido com a pena de morte, se for considerado culpado de ter ordenado disparos contra manifestantes. Em outras ações, ele é acusado de corrupção e de ter permitido a venda de gás do Egito a Israel a preços inferiores aos praticados pelo mercado.

Ontem (14), começou o julgamento do ex-ministro egípcio do Interior Habib El Adli e mais seis colaboradores do governo Mubarak . Todos são acusados, em um mesmo processo, de ter mandado policiais atirar na direção de manifestantes durante os tumultos no Cairo. Cerca de 850 pessoas foram mortas durante a revolta popular de janeiro e fevereiro que conduziu à queda do regime de Hosni Mubarak.