A Justiça Federal do Rio de Janeiro não deverá julgar nesta sexta-feira o pedido de liminar do Ministério Público Federal (MPF) para a paralisação das obras de demolição da cobertura do Maracanã. A decisão poderá sair na segunda-feira.

Na semana passada, o procurador da República, Maurício Andreiuolo, entrou com ação civil pública para evitar a derrubada da marquise do estádio, que será substituída por uma estrutura formada por lonas tensionadas. Andreiuolo argumenta que a mudança levaria à descaracterização do estádio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A decisão será tomada pela juíza substituta da 19ª Vara Federal, Cleyde Muniz da Silva Carvalho, que já indeferiu ação popular similar, movida por João Hermínio Marques, presidente da Frente Nacional dos Torcedores (FNT).

Na ocasião, a juíza alegou não ser possível paralisar as obras sem que os responsáveis pela demolição – no caso, a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), executora da reforma, e o Iphan, que concedeu a autorização – pudessem se defender.

A juíza, em sua decisão, colocou dúvidas em relação à descaracterização do Maracanã. Segundo ela, caso o problema venha a ser reconhecido após a conclusão da reforma, os responsáveis terão de renconstruir a cobertura nos moldes originais