O empresário e jornalista Humberto da Silva Gomes, investigado na Operação Voucher da Polícia Federal, negou neste domingo (13) que sua empresa, Barbalho Reis Comunicação e Consultoria, tenha servido como fachada para o desvio de dinheiro público de um convênio de R$ 4,4 milhões do Ministério do Trabalho.

Por meio de um blog, ele informou ter viajado para Miami (Estados Unidos) um dia antes de ser deflagrada a operação da PF, na terça-feira (9), que prendeu 36 pessoas suspeitas de participação na fraude.

Por e-mail, Humberto confirmou ser o autor do blog e disse ter ido aos Estados Unidos para vender um carro comprado em Los Angeles, na época em que ele estudava inglês nos EUA. Considerado foragido pela polícia, Humberto chegou a ser inserido na lista de fugitivos da Interpol.

“Não sou fugitivo, nem bandido ou muito menos leciono licitação: a arte da regra 3”, disse Gomes. Ele se refere a uma conversa telefônica, interceptada pela PF, na qual ele “ensina” a superfaturar licitações públicas.

“Quando é dinheiro público, não pesa no seu bolso. Aí você joga pro alto mesmo (…). Criou essa ideia aqui: ‘É pro governo? Joga o valor pra três, tudo vezes três’”, disse Humberto nas conversas degravadas pela PF.

O empresário afirmou ainda que retornará ao Brasil na próxima quarta-feira (17) para prestar esclarecimentos à Justiça.