Os donos do parque aquático onde um menino de nove anos se afogou no último domingo (14) foram convocados para prestar depoimento nesta quarta-feira (17) na delegacia de Cabo Frio (126ª DP), na região dos Lagos. Cinco dos seis guardiões que estavam no clube na hora do acidente já foram ouvidos. O delegado pediu ao setor de perícia para acelerar o laudo da vistoria. O objetivo é concluir o inquérito o mais rápido possível.

Os tios de João Pedro Conceição Pimentel devem prestar esclarecimentos na próxima sexta-feira (19). Eles ainda estão muito abalados com a morte do menino. João Pedro foi enterrado na terça-feira, no cemitério Jardim dos Eucaliptos, na periferia de Cabo Frio. A família não permitiu a entrada de jornalistas.

O parque aquático já recebeu três notificações do Corpo de Bombeiros (18º GBM) depois da vistoria de terça-feira (16). A empresa tem até 30 dias para conseguir os registros de incêndio, para o funcionamento das piscinas e a autorização para a utilização da área de diversão pública. O comandante dos bombeiros, tenente coronel Alexandre Santos Pinheiro, informou que a empresa será autuada se não se adequar no prazo determinado e poderá receber inclusive uma multa e ser fechada.

O parque já está interditado por prazo indeterminado por decisão da polícia civil.

João Pedro morreu na segunda-feira (15) no hospital Regional de Araruama, também na região dos Lagos. Ele estava internado na unidade de saúde desde domingo (14), quando foi transferido da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Cabo Frio, depois do afogamento.

Segundo a assessoria de imprensa do parque, no momento do afogamento, seis guardiões de piscina estavam de plantão, como seria exigido pelo Corpo de Bombeiros. Eles informaram também que a direção do empreendimento considera o episódio uma fatalidade e que está prestando todo o auxílio à família da vítima.