Mercado de trabalho amplia vagas, mas exige qualificação profissional

O Sintel/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Mato Grosso do Sul) pretende implantar, em dois meses, uma escola para formar operadores de telemarketing. Segundo o presidente da entidade, Rafael Gonzalez, a demanda por esses profissionais tem aumentado. “Temos no Estado cerca de seis mil operadores e a tendência é que cheguemos em dezembro com 500 novas vagas”, disse.

Ele admite que há grande rotatividade na função, provocada, justamente, pela falta de qualificação dos profissionais, mas que o setor também vive um momento de ampliação na oferta de vagas. “Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio de Janeiro são os três maiores polos de call centers do Brasil, por isso é importante buscarmos formas para qualificar o pessoal”.

Rafael Gonzalez destacou ainda que a função de operador de telemarketing acaba atraindo pessoas que buscam  o primeiro emprego e aquelas que já estão na terceira idade. “Como todas as reclamações são direcionadas ao call center é importante que o profissional tenha um bom preparo emocional para lidar com as situações do dia a dia”.

O presidente do Sintel pontuou que seis empresas de call center têm acordo coletivo firmado com  sindicato, essas empresas, conforme o acordo, oferecem plano de saúde e ticket alimentação. O salário varia entre R$ 585, para iniciantes, podendo chegar a R$ 745 para os mais antigos na função, o valor da remuneração é referente a carga horária de seis horas diárias.

Só na última semana, das 300 vagas ofertadas pela Funsat (Fundação Social do Trabalho), um total de 200 eram para operador de telemarketing. A diretora do Departamento de Intermediação de emprego do órgão, Miriam Maluly, detalhou que essas vagas eram referentes à ampliação do quadro de uma das empresas com sede em Campo Grande. “Há momentos que as vagas aparecem em função da rotatividade, que ocorre por não adaptação da pessoa à função, mas estamos diante de um momento de ampliação de vagas”, disse.