O presidente do UFC, Dana White, praticamente confirmou nesta terça-feira o que todos já estão esperando: caso vençam suas próximas lutas, Anderson Silva e Chael Sonnen farão uma revanche de seu duelo pelo UFC 117, vencido pelo brasileiro em agosto do ano passado. Anderson luta no próximo dia 27, no UFC Rio, contra o japonês Yushin Okami – o canal Combate transmite todos os combates ao vivo a partir de 19h (horário de Brasília).

A declaração foi feita durante a coletiva de imprensa de lançamento do UFC 136, que acontece em Houston, EUA, em 8 de outubro. Além do evento principal entre Frankie Edgar e Gray Maynard, valendo o cinturão dos pesos leves, e da segunda defesa de título no UFC do brasileiro José Aldo, pelos pesos pena, contra Kenny Florian, o card inclui o retorno de Sonnen ao octógono, após mais de um ano afastado por suspensões referentes a escândalos de doping e lavagem de dinheiro. No tempo afastado do MMA, Sonnen intensificou seus ataques a lutadores brasileiros e ao próprio país. Apesar disso, foi colocado contra um compatriota americano, Brian Stann, que vem subindo rapidamente entre os melhores pesos médios do mundo.
Indagado sobre por que Sonnen não foi escalado para enfrentar um brasileiro, White ironizou as controversas declarações do lutador e, sem citar Anderson Silva diretamente, deixou claro que o atual campeão dos médios será seu próximo adversário.

– Chael fala sobre todo mundo, se o colocássemos contra todo mundo de que ele fala, seria difícil (risos). Vai ser interessante vê-lo lutando com o Stann. Mas se ele vencer esta luta, vai ver um brasileiro bem cedo – disse o presidente do UFC.

A luta entre Sonnen e Anderson foi considerada por muitos a melhor de 2010. Com uma lesão na costela, o brasileiro foi dominado por todos os cinco rounds da disputa e parecia ter sua sequência invicta prestes a ser encerrada, quando encaixou um triângulo, posição famosa do jiu-jítsu, arte marcial constantemente zombada pelo americano. Sonnen bateu na perna de Anderson, sinalizando sua desistência, e o brasileiro preservou seu título.