O deputado estadual Antonio Carlos Arroyo, líder do PR na Assembleia Legislativa, crê na permanência do ex-governador Marcelo Miranda, também republicano, por ele “sempre adotar uma postura suprapartidária”.

Ontem, contudo, o presidente nacional do PR, o senador Alfredo Nascimento, anunciou o rompimento da legenda com o governo de Dilma. E avisou que membros do partido entregariam seus cargos.

Nascimento era ministro dos Transportes e renunciou ao cargo após uma avalanche de denúncia derrubar seus principais assessores, um deles o chefe nacional do Dnit, Luiz Pagot.

Marcelo Miranda ainda não se pronunciou sobre o caso.

Arroyo disse que, como cidadão, apoia a investida da presidente contra os esquemas de corrupção no governo federal.

No entanto, com uma ressalva: “não podemos aceitar a história dos dois pesos e uma medida”. Até agora a punição atingiu apenas o ministério dos Transportes [comandado pelo PR], mas e o ministério do Turismo [operação da PF descobriu esquema suspeito no ministério comandado pelo PMDB]? Ninguém foi punido”.

As investigações devem ser abertas, claro, mas devemos ver os procedimentos depois. Punir um e privilegiar outro não é certo”, queixou-se o parlamentar.