Sepultado, na manhã desta sexta-feira, 05 de agosto, no Cemitério Santa Cruz, o corpo do piloto e 1º tenente da Força Aérea Brasileira (FAB), Samir de Barros Farias, 27 anos, morto na terça-feira, dia 02, após o avião C-98A Grand Caravan do 5° Esquadrão de Transporte da FAB, em que ele viajava, cair na cidade de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina. A aeronave teria batido em um morro antes de cair. Além de Samir, outras sete pessoas estavam a bordo e também morreram.

O sepultamento teve honras militares e salva de 21 tiros. Uma bandeira do Brasil e uma camisa do Botafogo – time pelo qual o primeiro-tenente torcia – encobriam o caixão. O pai de Samir, Samuel Farias, pediu que o hino oficial da Marinha – Cisne Branco – fosse cantado em homenagem ao filho morto. “O sonho do meu filho era ir para a Marinha”, justificou. Também foi entoada a Canção do Aviador que diz em trecho da letra:”Bandeirantes audazes do azul; às estrelas, de noite, subimos, para orar ao Cruzeiro do Sul”.

Um militar da Aeronáutica entregou a bandeira brasileira ao pai do piloto corumbaense e disse que o rapaz era um “verdadeiro combatente e aviador da Força Aérea Brasileira”. Bastante emocionado, Samuel Farias, afirmou que a Aeronáutica fez de seu filho “um grande homem”. A despedida final do filho foi um momento de muita dor e buscando conforto nas próprias palavras, o pai do jovem militar declarou que a “Aeronáutica perdeu um guerreiro”.

Segundo a mãe do piloto, Janete Arcanjo de Barros Farias, Samir formou-se em 2007 e, na sua carreira, passou por cidades como Pirassununga (SP), Fortaleza (CE), Natal (RN) e, atualmente, estava residindo em Canoas, de onde a aeronave que sofreu o acidente, uma C-98A Grand Caravan do 5° Esquadrão de Transporte da Força Aérea Brasileira, decolou às 11h45 de terça-feira com destino ao Rio de Janeiro.

Samir, que viajava como passageiro no avião acidentado, não era casado e não tinha filhos, mas namorava e pretendia se casar, conforme a mãe contou. A namorada e a família dela acompanharam o sepultamento, bem como amigos que serviam junto com ele, em Canoas.