Residencial condenado por erosão deve sofrer demolição técnica

Sesop teme que outra chuva como a de sábado provoque danos na estrutura do prédio; risco de desmoronamento deixa moradores inseguros e revoltados
| 01/03/2010
- 16:59
Residencial condenado por erosão deve sofrer demolição técnica

Sesop teme que outra chuva como a de sábado provoque danos na estrutura do prédio; risco de desmoronamento deixa moradores inseguros e revoltados

Uma equipe da Secretaria de Obras da Capital faz nesta manhã um levantamento da situação do Residencial Cachoeira para que seja feita com urgência uma demolição técnica e com isso, no caso de outra enxurrada, não ocorra novo desmoronamento. O procedimento seria uma prevenção a desastres, segundo o arquiteto da Prefeitura André Bonfim.

O fundo da área do residencial, que fica na Avenida Ricardo Brandão foi ‘engolido’ após efeito cascata da erosão da Avenida Ceará – aberta em dezembro. Ocorre que o córrego Prosa teve sua capacidade de absorção de água extrapolada. Os bueiros ‘explodiram’ e a enxurrada tomou conta da avenida, arrancou o asfalto, se infiltrou por todo o solo que ficou fofo e acabou por desabar todo o barranco do residencial.

Foram ao menos 20 metros de altura de terra e 50 de extensão que caiu ao solo no último sábado (27), na Avenida Ricardo Brandão, em Campo Grande.

Já se preparam para deixar o Residencial Cachoeira os moradores do bloco J, o que está mais próximo do barranco desmoronado. São dez unidades no residencial onde moram 80 famílias.

Cada apartamento custava R$ 160 mil. A dona de casa Rosa Maria de Oliveira, 54, diz que vai ‘fugir do local’, mas está preocupada porque acredita que o investimento da família foi jogado fora após a destruição do terreno. “Estou com medo porque não sei a real situação. Estamos vivendo uma sensação de insegurança, correndo risco. Quem vai comprar aquilo de onde eu estou fugindo?”, desabafa.

Já Ilda Trelha, 37, também moradora do Bloco J diz estar preocupada. “Eu estava viajando e minha filha de 19 anos me ligou dizendo que o que aconteceu parecia um terremoto”. As famílias do Bloco J já se preparam para mudar e os técnicos da Sesop fazem o levantamento da área de dizem que a demolição técnica deverá preservar o Bloco J, mas irá terminar de destruir a área de lazer, onde estão as quadras e churrasqueiras.

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