Mulheres pobres são as que mais denunciam agressões, diz delegada
A maioria das ocorrências de violência doméstica registradas na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), em Três Lagoas, é feita por mulheres com idade entre 20 e 35 anos, pertencentes às classes sociais mais pobres e com baixo grau de escolaridade, além de ser de etnia parda ou negra. De acordo com a delegada titular […]
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A maioria das ocorrências de violência doméstica registradas na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), em Três Lagoas, é feita por mulheres com idade entre 20 e 35 anos, pertencentes às classes sociais mais pobres e com baixo grau de escolaridade, além de ser de etnia parda ou negra.
De acordo com a delegada titular da DAM, Letícia Mobis, o número de denúncias feitas por mulheres referentes à violência doméstica aumentou o que, segundo ela, se deve ao trabalho de conscientização que a delegacia vem realizando.
“Estamos incentivando as mulheres a denunciarem, por meio de palestras que mostram os seus direitos; uma vez que elas vêem que não estão desamparadas se torna um estímulo para que elas denunciem”, explica a delegada.
Letícia lembra que o perfil das mulheres que registram as ocorrências é parecido. “São mulheres de até 35 anos que na maioria dos casos pertencem a uma classe social menos favorecida financeiramente e, consequentemente, sem estudo”, diz.
Questionada sobre o porquê deste perfil estabelecido, a delegada explica que isso se deve à omissão das mulheres de classe social mais elevada. “Essas mulheres, também sofrem agressões, mas supostamente não chegam a registrar a ocorrência por vergonha, pois como elas ocupam lugar na sociedade, não querem se expor, ficando sujeitas às agressões do marido”, avalia.
A delegada enfatiza que as mulheres de maior poder aquisitivo ficam reprimidas para não perderem seu status. “São raros os registros de ocorrências de violência por parte destas mulheres, e quando há elas retiram a queixa em poucos dias”, relata.
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