O tradicional Clássico dos Milhões, entre Vasco e , foi o primeiro confronto entre os grandes na Taça Guanabara. Mas os dois rivais ficaram devendo um melhor futebol às suas torcidas, neste domingo, empatando sem gols na abertura do Maracanã nesta temporada, pela sexta rodada da Taça Guanabara. A história poderia ter sido diferente, porque aos 44 minutos do segundo tempo, o flamenguista cobrou um pênalti, bem defendido por Léo , goleiro vascaíno.

Ao longo da carreira, Gabigol já bateu 64 pênaltis, convertendo 55 gols, mas perdendo nove cobranças, com quatro na trave e cinco defendidas pelos goleiros. Ainda invicto e com um jogo a menos, o Flamengo está fora do G-4 – zona de classificação – com nove pontos, em sexto lugar. Com a mesma pontuação, o Vasco está em sétimo. Após o confronto 402, o empate ficou registrado 112 vezes, contra 132 vitórias vascaínas e 158 flamenguistas.

A partida contou com o VAR, árbitro de vídeo, porque a Federação Carioca (FERJ) decidiu usar a tecnologia nos jogos envolvendo os quatro grandes após do Vasco. Escolhido em comum acordo pelos dois clubes, o árbitro Wagner Nascimento Magalhães teve uma arbitragem muito boa, sem restrições, aplicando bem os cartões amarelos.

Armado com três zagueiros – João Victor, Medel e Léo – o Vasco adotou uma postura mais defensiva, tanto que tinha dificuldades para fazer a ligação com o ataque. O Flamengo teve uma baixa de última hora, porque o lateral-esquerdo Ayrton Lucas teve um problema estomacal e acabou substituído por Varela, improvisado na esquerda.

Contratado recentemente, o uruguaio Matias Viña, com lesão no joelho, ainda não está em condições de jogo. Com as voltas de Everton Cebolinha e Pedro, ficaram no banco Bruno Henrique e Gabigol, dois reservas de luxo.

Apesar da grande presença das duas torcidas e das disputas até acirradas em campo, o primeiro tempo passou sem grandes emoções. O Flamengo teve mais posse de bola, porém, não chegou ao ataque em condições de oferecer alguma finalização certeira para Pedro. Faltou também criatividade ao Vasco, apesar da boa movimentação do francês Payet. Restaram as tentativas de levantamento para Vegetti. Ele teve a melhor chance aos 44 minutos, após levantamento de Piton, quando cabeceou, a bola passou pelo goleiro Rossi e Léo Pereira salvou em cima da linha.

Os técnicos não mexeram no intervalo, assumindo uma postura conservadora. O Flamengo voltou mais à frente, com o Vasco no contra-ataque e com a melhor chance, aos 13 minutos. Rossi não cortou cruzamento, Vegetti deu um toque, a bola desviou na defesa e na trave para Léo Pereira, de novo, caído no chão, dar um toque para a defesa de Rossi. Um lance incrível na pequena área flamenguista.

Somente aos 21 minutos é que o técnico Tite tentou algo diferente com as esperadas entradas de Bruno Henrique e Gabigol nos lugares, respectivamente, de Everton Cebolinha e Pedro. Aos 27, De la Cruz fez o passe perfeito para Gabigol que parou na saída do goleiro Léo Jardim.

Quando todos acreditavam num clássico sem gol, Arrascaeta desceu em diagonal e João Victor deu um leve toque no pé de apoio do flamenguista. Bem posicionado, o árbitro anotou pênalti. Gerson pegou a bola e os vascaínos ainda foram em cima do árbitro quando as imagens no telão davam impressão da falta ter sido cometida fora da área. Gabigol assumiu a cobrança e chutou do lado esquerdo para a defesa de Léo Jardim, que terminou a noite como herói no Maracanã.

No meio de semana, o Flamengo faz outro clássico, desta vez contra o Botafogo, quarta-feira, às 21h30, no Maracanã. Um dia depois, o Vasco recebe o Audax, em São Januário, a partir das 19h45.