O jogador campo-grandense Jean Raphael também foi uma das vítimas do golpe das criptomoedas, junto com outros atletas do Palmeiras. Gustavo Scarpa e Mayke perderam R$ 11 milhões no golpe.

Conforme publicou o ESPN, Jean, que também já atuou no São Paulo e Fluminense, investiu R$ 320 mil em uma empresa de criptomoedas. O volante/lateral, atual Retrô, acreditou nos retornos de até 10% ao mês ao assinar contrato entre março e abril de 2021.

Porém, desde essa época nunca mais viu seu investimento. Jean tenta há dois anos recuperar os valores na Justiça. Segundo a imprensa especializada, o processo corre na 3ª Vara Cível de Santana do Parnaíba (SP).

Ao todo, o jogador processou seis empresas:

  • G.A.S. Consultoria & Tecnologia Ltda.
  • G.A.S. Inovação Tecnologia Artificial Ltda.
  • G.A.S. Assessoria & Consultoria Digital Eireli
  • M Y D Zerpa Tecnologia Eireli
  • I.G.S. Serviços de Assessoria e Treinamentos Ltda.
  • S.I.G Consultoria Eireli.

Os autos dizem que essas empresas formariam um grupo responsável por receber o de investidores e repassar os lucros obtidos em forma de criptomoedas.

‘Cabeças’ foram presos

Em agosto de 2021, porém, o sócio-proprietário do grupo G.A.S, Glaidson Acácio dos (que ganhou o apelido de “Faraó das Bitcoins”), foi preso pela polícia sob acusações de criação de pirâmide financeira, além de homicídio e tentativa de homicídio.

Já sua esposa, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, está nos e é considerada foragida no Brasil, que tenta sua extradição.

Em maio de 2022, então, Jean e seus advogados entraram com ação no TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) para tentar rescindir os contratos como grupo G.A.S. e recuperar o investimento de R$ 320 mil, que foi feito em quatro partes com o “Faraó das Bitcoins”: dois depósitos de R$ 10 mil, um de R$ 250 mil e um de R$ 50 mil.

No processo, o jogador pede ainda os bloqueios de contas bancárias e bens dos acusados, de forma a reaver seus investimentos, o que foi concedido pela juíza Roseane Cristina de Aguiar Almeida, responsável pelo caso, em outubro de 2022.

Em dezembro de 2022, porém, os advogados de Jean informaram à Justiça que não foram encontrados “ativos financeiros” no grupo G.A.S. que pudessem ressarcir os R$ 320 mil perdidos pelo atleta.

Golpe das criptomoedas

O lateral-direito Mayke, do Palmeiras, e o meia Gustavo Scarpa, do Nottingham Forest, perderam quase R$ 11 milhões em um investimento em criptomoedas, feito em maio do ano passado em uma empresa indicada pela consultora de planejamento financeiro WLJC, que tem o atacante Willian “Bigode”, atualmente no Fluminense, como um dos proprietários.

As empresas prometiam retornos de 3,5% a 5% ao mês nos investimentos. No entanto, quando os atletas tentaram resgatar o dinheiro, não tiveram sucesso. Dessa forma, eles procuraram a Justiça para reaver as quantias e rescindir os contratos.

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